A noite de quinta-feira, 7, foi marcada pela abertura da X Feira Gastronômica e da Bioeconomia de Santarém, realizada na Praça Barão de Santarém, conhecida como Praça São Sebastião. A programação de abertura contou com apresentação da Banda de Música do 8º BEC, da dança Tsuzushi Ondo, da Associação Nipo de Santarém, além de show musical do cantor Adson Palma. O evento segue até o dia 10 de maio, sempre das 18h às 23h, reunindo 35 estandes.

A expectativa é receber cerca de 5 mil visitantes ao longo dos quatro dias, com geração estimada de 140 empregos diretos e 200 indiretos. A movimentação econômica deve chegar a aproximadamente R$ 50 mil em negócios.

A iniciativa é realizada pelo Sindicato das Micros e Pequenas Indústrias do Estado do Pará (SIMPI/PA ), filiado à ASSIMPI, com apoio da Prefeitura de Santarém, por meio das Secretarias Municipais de Turismo (Semtur) e Cultura (Semc), além do deputado federal Airton Faleiro e do vereador Alaércio Cardoso. A proposta é fortalecer a economia local, incentivar o empreendedorismo e aproximar produtores e consumidores.
Entre os destaques da programação estão a Rota da Gastronomia Mineira, com chefs convidados de outros estados, além das aulas-show conduzidas por cozinheiros santarenos. O evento também contará com a premiação Paxicá de Gastronomia, resultado do concurso gastronômico, com entrega de premiação em dinheiro aos vencedores.
A programação inclui ainda apresentações musicais, desfiles e manifestações culturais, como carimbó e quadrilhas, reforçando a valorização da cultura regional e a integração entre gastronomia e identidade amazônica.

O coordenador do evento, Carlos Magno, destacou a importância da feira para o fortalecimento dos pequenos empreendedores e da economia criativa do município.
“Essa feira é um espaço de oportunidade para quem produz, empreende e vive da economia criativa. Aqui nós reunimos gastronomia, cultura e bioeconomia em um único ambiente, incentivando a geração de renda e valorizando os talentos da nossa região. A cada edição percebemos o crescimento dos expositores e o interesse cada vez maior do público”, ressaltou.
O secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, destacou o papel do evento na promoção turística e econômica da cidade.
“A Feira Gastronômica e da Bioeconomia já faz parte do calendário de eventos de Santarém e fortalece o turismo, a cultura e a economia local. É um espaço que valoriza os empreendedores da nossa região e atrai moradores e visitantes”, afirmou o secretário.

Nos estandes de bioeconomia, o público encontra uma grande variedade de produtos regionais e artesanais, como brincos coloridos de miçangas, roupas de praia, biquínis, blusas, trançados do Arapiuns, ímãs de geladeira, utensílios de madeira, objetos de decoração, flores, biocosméticos e ecobags.
A expositora Alda Castro, da empresa Aldrin Confecções, participa da feira apresentando produtos artesanais. Atuando há mais de 20 anos no segmento, ela comercializa suas peças desde 2022 no Centro de Artesanato do Tapajós Cristo Rei e no Terminal Fluvial Turístico (TFT).
Entre os destaques do estande estão brincos temáticos da Copa, tiaras com símbolos da Seleção Brasileira e acessórios nas cores verde e amarelo.

“Participar da feira é muito importante porque amplia nossa visibilidade e fortalece as vendas. É uma oportunidade de apresentar nosso trabalho tanto para os moradores quanto para os turistas que visitam Santarém. Com a proximidade da Copa, também preparei uma coleção especial com brincos, colares e tiaras temáticas, que têm chamado bastante a atenção do público”, destacou a empreendedora.
A artesã Andrea Cardoso, que atua há cerca de 10 anos no Centro de Artesanato Cristo Rei, também participa da programação expondo trançados, peças em látex, brincos e cuias pintadas e riscadas.
“Essa é a segunda vez que participo da feira gastronômica e a experiência é muito positiva. Além de gerar renda, conseguimos divulgar nossa cultura e mostrar o trabalho produzido pelas comunidades da nossa região. Muitas pessoas que vêm de fora ficam encantadas com o artesanato amazônico”, afirmou.

Andrea explicou ainda que os produtos apresentados carregam elementos das comunidades tradicionais da região.
“Trouxemos um pouco de tudo o que é produzido nas comunidades ribeirinhas, assentamentos, reservas extrativistas e aldeias indígenas. Temos colares, cestarias, biojoias, cuias e peças feitas manualmente que representam a identidade cultural da Amazônia”, completou.
Na área gastronômica, o público encontra uma diversidade de sabores, incluindo pratos típicos da culinária paraense como vatapá e tacacá, além de sushi, hambúrgueres, sorvetes, salgados e doces.
O vendedor de doces Lauro Sebastião, conhecido por comercializar seus produtos em Alter do Chão, participa da feira com uma variedade de doces artesanais.

“Eventos como esse ajudam muito nas vendas e permitem que a gente apresente nossos produtos para um público maior. É uma oportunidade importante para quem vive do comércio e do turismo”, destacou.
Autor:
Katrine Bentes - CCOM