A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), reforça as orientações à população sobre os procedimentos corretos ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, rodovias ou vicinais. A recomendação é evitar qualquer tipo de interação com esses animais e acionar imediatamente os órgãos competentes para realizar o manejo e o resgate de forma segura.
Na manhã desta sexta-feira (3), um tamanduaí, considerado o menor tamanduá do Brasil, foi entregue à Semma por um morador após ser encontrado na estrada do Cajutuba. O animal foi encaminhado ao ZooUnama, onde recebeu os primeiros cuidados e permanecerá em observação antes de ser devolvido ao seu habitat natural.

Embora a Semma receba esse tipo de demanda da população, o resgate de animais silvestres é realizado por equipes técnicas especializadas de órgãos como a 3º CIPAMB (Companhia Independente de Policiamento Ambiental) e o Corpo de Bombeiros. Nesses casos, a Secretaria faz o encaminhamento da ocorrência para esses órgãos.
Diego Ramos, biólogo da Semma, alerta que o principal cuidado é não tentar capturar ou manusear o animal. "Quando a população se depara com animais da fauna silvestre, o primeiro passo é manter distância e não tentar pegar o animal. Essas espécies possuem mecanismos naturais de defesa e podem reagir, colocando em risco a integridade física das pessoas. O recomendado é entrar em contato com órgãos como a Cipamb ou o Corpo de Bombeiros, que contam com profissionais capacitados para realizar esse manejo", explica.
Além do risco de mordidas, bicadas ou outros acidentes, o contato direto também pode expor as pessoas a vírus, fungos, bactérias e parasitos presentes naturalmente nos animais silvestres. Segundo o médico-veterinário do ZooUnama, Jairo Moura, outro erro comum é tentar transformar esses animais em animais de estimação.
"Qualquer pessoa que encontrar um animal silvestre deve acionar imediatamente um órgão ambiental. Essas instituições possuem equipes treinadas para fazer o resgate de forma adequada. Tentar criar um animal silvestre como pet não é uma atitude correta nem segura, tanto para o animal quanto para as pessoas", comenta.
Sobre o tamanduaí recebido nesta manhã, o veterinário explicou que o animal passará por um período de observação antes de retornar à natureza. "Ele chegou sem sinais aparentes de ferimentos e será encaminhado para o setor de quarentena, onde ficará em observação. Como se trata de uma espécie de hábitos noturnos, a soltura deverá ocorrer no fim da tarde ou no início da noite, período biologicamente mais adequado para garantir sua adaptação e segurança”, disse.
Ao encontrar qualquer animal fora de seu ambiente natural, a orientação é manter distância, impedir que outras pessoas se aproximem e comunicar imediatamente os órgãos responsáveis pelo atendimento da ocorrência. Dessa forma, é possível garantir a segurança das pessoas e aumentar as chances de sobrevivência e retorno do animal ao seu habitat.
Autor:
Cibele Pixinine/ CCOM