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Grupo de Trabalho inicia atividades para avaliar impactos das colônias de garças em Santarém Autor: Ronaldo Ferreira

Grupo de Trabalho inicia atividades para avaliar impactos das colônias de garças em Santarém

Cibele Pixinine
Publicado em - Atualizado
Questão envolve desafios ambientais, sanitários, sociais e econômicos

O Grupo de Trabalho (GT) Interinstitucional sobre as colônias de garças em Santarém realizou sua primeira reunião nesta quarta-feira, 2, no Centro de Informação e Educação Ambiental (Ciam). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, universidades e entidades da sociedade civil para definir diretrizes e metodologias de análise e mitigação da presença dessas aves no perímetro urbano do município.​

O GT foi instituído pelo Decreto nº 1.225/2025 e é composto por representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos (Semurb), AENA Brasil, Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém (Famcos), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Centro Universitário da Amazônia (Unama), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).​

A secretária municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela, destacou a importância da atuação conjunta entre os diferentes setores para buscar soluções eficazes e equilibradas. “Queremos que este grupo una forças e trabalhe em equipe, de forma colaborativa, para que juntos possamos buscar alternativas viáveis e eficazes para essa questão. Nosso objetivo é encontrar um equilíbrio, garantindo a proteção das aves e do meio ambiente, ao mesmo tempo em que evitamos acidentes e reduzimos riscos à saúde da população”, disse.

Entre os primeiros encaminhamentos do grupo, ficou estabelecido que as reuniões ocorrerão na primeira quarta-feira de cada mês. Também foram debatidas medidas como a criação de um procedimento operacional padrão para o recolhimento de garças vivas ou mortas que caírem dos ninhos, o desenvolvimento de materiais educativos para conscientização da população e a solicitação de análises laboratoriais das carcaças das aves à Universidade da Amazônia (Unama), a fim de avaliar possíveis riscos à saúde pública.

O biólogo Francileno Rego, representante da Semma no GT, enfatizou a necessidade de estudar e investigar a expansão das colônias. "É essencial realizar uma intervenção na situação das colônias de garças, considerando os transtornos enfrentados pelos moradores e pelas pessoas que trabalham ou circulam nas áreas afetadas, como as avenidas Mendonça Furtado e Rui Barbosa. Além disso, temos observado a expansão dessas colônias para outros locais, como o Cemitério e o Colégio Santa Clara. Diante desse cenário, é fundamental adotar uma abordagem multidisciplinar, pois esse problema vai além das questões ambientais, impactando também a saúde pública e o ordenamento urbano", destacou.

O professor e representante da Unama no GT, Hipocrates Chalkidis, ressaltou que a situação irá exigir análises antes da implementação de qualquer medida. “Nós entendemos que a sociedade anseia por respostas, mas não existe uma solução única e imediata para esse problema. Por isso, cada passo precisa ser analisado com muito cuidado. Estamos lidando com vidas, tanto das aves quanto das pessoas impactadas, e também com a economia local. Todos esses fatores precisam ser considerados com precisão. Com o conhecimento e a competência dos profissionais envolvidos, vamos propor medidas viáveis que possam ser implementadas de forma eficaz para o plano de manejo”, comentou.

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