Na manhã deste sábado (11) a Escola Municipal Dom Lino Vombommel promoveu uma blitz educacional por ocasião do Abril Azul, mês de Conscientização do Autismo. A ação aconteceu na Av. Olavo Bilac, no bairro Novo Horizonte, nas proximidades da unidade de ensino, e contou com a participação de alunos, acompanhados dos professores e pais, engajados em prol da causa. Uma equipe da SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito) esteve no local para organizar o fluxo e garantir a segurança dos participantes da blitz.
Durante a ação, os condutores de veículos foram convidados a buzinar e parar para receberem os folders, lacinhos e marcadores de página com orientações sobre o Autismo. Nas calçadas e no meio fio os estudantes seguravam cartazes e os mascotes chamavam a atenção de quem passava pela via.

Atualmente, mais de 60 alunos com oautismo estão matriculados na Escola Dom Lino. Na unidade, no contraturno, as crianças recebem Atendimentos Educacionais Especializados (AEE), com cuidadores e mediadores ofertados pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED). As aulas diferenciadas ocorrem em ambiente controlado e com ferramentas que estimulam o ensino-aprendizagem dos estudantes, de acordo com suas especificidades.
A blitz deste sábado, foi a culminância do projeto 'Abril Azul: autismo, protagonismo estudantil e práticas pedagógicas inclusivas - da sensibilização à superação das invisibilidades na escola', desenvolvido no Dom Lino, sob a coordenação das professoras Roseane Carvalho e Cleonice Mesquita, juntamente das professoras do AEE (Rosiane Pereira, Rosivane Pereira, Keila Godinho e Ronald Corrêa), que durante o mês de abril convida a comunidade escolar a se conscientizar quanto à educação especial, mais precisamente, ao Transtorno do Espectro Autista - TEA.

“Nós sempre realizamos projetos educacionais inclusivos aqui na escola, mas esse ano fizemos uma mobilização maior, convidando a todos para participarem das nossas programações do Abril Azul, para promover, mais do que a conscientização, a sensibilização de todos, porque esse conhecimento e prática fazem a diferença. Assim, incluímos toda a comunidade escolar em um movimento de participação e atuação que envolve não só as famílias dos alunos autistas, mas os coleguinhas, já que aqui nós temos 55 autistas nas nossas salas de aula. Então, são alunos especiais - do nível 1 ao 3, que convivem uns com os outros no ambiente escolar, de forma integrada, reconhecendo as suas habilidades e promovendo o respeito”, disse a professora Rosiane.
Ainda como parte do projeto, as professoras visitaram as turmas da escola (1° a 9° anos, matutino e vespertino), com o intuito de fortalecer a cultura da empatia, garantir a aprendizagem dos estudantes, ampliar a visibilidade das crianças, estimulá-los a participar ativamente do projeto com a produção de cartazes, faixas e demais materiais alusivos ao tema. As coordenadoras pedagógicas Cleonice e Rosiane destacaram que os trabalhos são realizados diariamente na escola, promovendo discussões entre os estudantes e superando os desafios, com empenho e informação, para que o objetivo maior seja alcançado: a inclusão.

Kaliandra Alves, mãe de dois alunos autistas, ressalta que o acolhimento e suporte que ela e os filhos recebem na escola é importante porque ajuda no dia a dia.
“Meus filhos têm uma condição de autismo nível I e altas habilidades; é um desafio tanto pra mim como mãe, como pra escola, porque eles precisam de constante estímulo. E fico feliz que aqui na escola eles entendam essa necessidade e meus filhos recebam o atendimento especializado para se desenvolverem, porque no dia a dia é preciso termos paciência, já que meus filhos têm uma dificuldade de comportamento, mas entendem tudo que lhes é explicado. Me sinto mais tranquila com essas ações promovidas pela escola, que tem uma boa adesão dos pais e das crianças, o que demonstra o apoio pela causa”, frisou.

Durante todo o ano, a Escola Dom Lino realiza ações voltadas à educação especial, com o objetivo de combater o preconceito e proporcionar um ambiente escolar seguro para crianças atípicas ou não, promovendo práticas colaborativas e disseminando informações tanto no espaço interno, quanto fora dos muros da unidade educacional.
Autor:
Rony Aires/CCOM