Na manhã desta quarta-feira (15), a Divisão de Patrimônio da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), em conjunto com o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Santarém, participou de reunião com o curso de Gestão Ambiental do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). O encontro teve como objetivo discutir estudos técnicos que contribuem para o entendimento da relação entre rios, ecossistemas e sociedade.
A reunião focou no fortalecimento de estratégias e mecanismos de proteção de um dos principais patrimônios naturais de Santarém: os rios. A partir das análises apresentadas, o debate avançou na compreensão das dinâmicas hidroambientais da região, evidenciando como esses processos influenciam diretamente a vida social, cultural e econômica do município.
O encontro também reforçou a importância da integração entre o conhecimento científico e a formulação de políticas públicas de preservação, ampliando a percepção dos rios não apenas como recursos naturais, mas como elementos essenciais da identidade e da memória coletiva.
“O encontro foi extremamente qualificado, com pesquisas didáticas e esclarecedoras, que trouxeram informações precisas sobre a realidade da nossa região. Mais do que uma apresentação, tivemos uma verdadeira aula sistematizada, que valorizou, inclusive, os conhecimentos tradicionais”, destacou o chefe da Divisão de Patrimônio, Newton Magno.
Também participaram da reunião conselheiros, pesquisadores da Ufopa e estudantes da Liga de Arquitetura e Patrimônio Cultural da Unama. Os acadêmicos contribuíram com reflexões sobre o fenômeno do encontro das águas entre os rios Tapajós e Amazonas, evidenciando o interesse e a preocupação das novas gerações com a preservação dos patrimônios naturais.
Para a presidente do Conselho, Cecy Oneide Sussuarana, o momento foi fundamental para o avanço das ações de reconhecimento patrimonial. “A reunião foi muito enriquecedora, pois aprofundou o entendimento sobre fenômenos naturais da região, contribuindo diretamente para o nosso Livro de Registro do Patrimônio Imaterial, instituído pela Lei nº 19.661, de 2014. O suporte técnico apresentado foi essencial para qualificar esse processo”, afirmou.

A pesquisa apresentada foi desenvolvida pelo Grupo de Estudos Avançados em Gestão Ambiental da Ufopa (GEAGAA), com foco na compreensão dos fenômenos naturais da região e sua relação com a sociedade.
“O objetivo é transformar esse conhecimento em subsídio para a formulação de políticas públicas. Pensar o rio como patrimônio é garantir uma camada adicional de proteção, que vai além das legislações ambientais. O conceito de patrimônio traz uma visão mais humanizada, ao reconhecer o rio como parte da vida e da identidade das pessoas que vivem nesses territórios”, destacou o pesquisador João Paulo de Cortes.
Autor:
Ascom/ SEMC