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Conselho Municipal de Política Cultural e Instituto Regatão da Amazônia entregam carta-manifesto ao Ministério da Cultura durante a Teia Nacional Autor: Divulgação SEMC

Conselho Municipal de Política Cultural e Instituto Regatão da Amazônia entregam carta-manifesto ao Ministério da Cultura durante a Teia Nacional

Victor Ribeiro
Publicado em - Atualizado
Documento reúne 17 reivindicações construídas coletivamente por municípios do Baixo Amazonas e fortalece iniciativas culturais da região nos debates nacionais.

A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc) e do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), junto ao Instituto Regatão da Amazônia, entregou à ministra da Cultura, Margareth Menezes, uma carta-manifesto construída coletivamente com 17 reivindicações dos municípios do Baixo Amazonas. A entrega ocorreu durante a Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz (ES). Na ocasião, também foi apresentada a Cartilha Prática dos Pontos de Cultura, elaborada pelo CMPC. 

A carta-manifesto reúne demandas e caminhos apontados por fazedores e fazedoras de cultura, representantes de pontos e pontões e agentes culturais de diferentes municípios do Baixo Amazonas. O documento foi construído de forma coletiva durante o Tarrafa Cultural: Encontro de Pontos e Pontões de Cultura do Baixo Amazonas, a partir de processos de escuta e diálogo que consideraram a diversidade de realidades dos territórios e a necessidade de políticas públicas mais conectadas às especificidades da região.

Para o presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Fábio Barbosa, a entrega representa um passo importante para fortalecer a presença da Amazônia nos espaços de construção de políticas públicas culturais.

“Esse encontro, durante a Teia Nacional, no Sesc Formosa, em Aracruz (ES), representa muito mais que uma entrega simbólica. É a força da Amazônia ocupando espaços, ecoando vozes, compartilhando realidades e reafirmando que os territórios culturais do interior também precisam estar no centro das decisões nacionais. Seguimos fortalecendo pontes, construindo diálogos e levando as pautas da nossa região para onde elas precisam chegar: aos espaços de formulação de políticas públicas, de escuta e de transformação”, destacou.

Para a coordenadora do Pontão de Cultura Instituto Regatão Amazônia, Marlena Soares, a carta-manifesto também evidencia o papel das iniciativas culturais amazônicas na preservação dos territórios e no enfrentamento da crise climática.

“Nossas iniciativas culturais no Baixo Amazonas atuam diretamente na preservação dos saberes tradicionais e atuando também como guardiãs do clima. Por isso, demandamos que o governo federal assegure recursos dos Fundos de Adaptação e Mitigação Climática para a cultura. Entendemos que a cultura é um eixo estratégico e central para o desenvolvimento social, ambiental e cultural, e que o plano de enfrentamento da crise climática no mundo passa pela Amazônia”, destacou.

A entrega da carta-manifesto reforça o movimento de articulação cultural do Baixo Amazonas e amplia a presença das pautas da região nos espaços nacionais de debate e formulação de novas políticas públicas culturais.

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