A tradição, as cores e a criatividade das quadrilhas estilizadas marcaram a segunda noite do 50º Festival Folclórico de Santarém, realizada na sexta-feira (7). Cerca de 8 mil pessoas prestigiaram a programação, que reuniu grupos locais em mais uma noite de celebração da cultura popular santarena.

Neste ano, o Festival Folclórico chega à histórica marca de 50 anos, reafirmando sua importância para a preservação e valorização das manifestações culturais do município. Durante quatro noites, 37 grupos e agremiações participam da programação, divididos entre quadrilhas tradicionais, estilizadas e humorísticas, além dos grupos de carimbó.
Mais do que uma competição, o Festival representa o trabalho de centenas de brincantes, coreógrafos, músicos, costureiros, artesãos, produtores e profissionais que, ao longo do ano, se dedicam à preparação dos espetáculos apresentados ao público. A realização também movimenta a economia local, gerando oportunidades para trabalhadores da gastronomia, comércio, serviços e outros segmentos envolvidos direta e indiretamente com o evento.

Na segunda noite, o protagonismo foi das quadrilhas estilizadas. A programação começou com a Seletiva de Quadrilha Estilizada, com Coração Brasileiro e Mistura Brasileira, que disputam uma vaga para integrar a categoria principal em 2027.
Em seguida, a arena recebeu as apresentações da categoria principal. Pela ordem, passaram pelo Festival as quadrilhas Quadrilheiros Show, Big Ben, Furacão Junino, Flor do Sertão, Raiar do Sertão, Estrela do Tapajós, Meu Xodó e Junina Caipira.

Para a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, chegar aos 50 anos demonstra a força do Festival e das pessoas que mantêm viva essa tradição em Santarém.
“Celebrar 50 anos do Festival Folclórico é celebrar a nossa história e, principalmente, as pessoas que constroem essa manifestação cultural. São gerações de brincantes, famílias e grupos que dedicam tempo, talento e amor para manter viva essa tradição. Além de fortalecer a nossa identidade, o Festival movimenta a economia, gera oportunidades e mostra a força da produção cultural de Santarém. Ver milhares de pessoas prestigiando os nossos grupos é a demonstração de que essa história continua viva e cada vez mais forte”, destacou Priscila.
Um novo palco para os 50 anos
A edição que celebra as cinco décadas do Festival também marca um novo momento para o evento. Pela primeira vez, a programação é realizada na Esplanada Tapajós, novo espaço destinado à realização de grandes eventos no município.
A estrutura foi preparada para oferecer as condições necessárias às apresentações e receber o público durante as quatro noites. O local conta com arquibancadas, espaço gastronômico, área destinada às pessoas com deficiência (PCD), espaço para a imprensa e estruturas de apoio aos grupos e à organização.

Para o prefeito Zé Maria Tapajós, celebrar os 50 anos em um novo espaço reforça a valorização dos grupos e oferece melhores condições para o crescimento do Festival.
“É uma alegria e uma felicidade poder fazer parte dessa história. São 50 anos do folclore santareno e nós podemos proporcionar um espaço público, no coração de Santarém, pensado e construído exatamente para receber grandes eventos. A cada ano, os grupos procuram se aprofundar, melhorar e fazer apresentações que encantam a população de Santarém, do Pará e quem acompanha de outros lugares”, afirmou.

O prefeito também ressaltou que a grandiosidade do Festival ultrapassa a arena e gera reflexos em diferentes setores da cidade.
“Um evento como esse movimenta a economia. Temos aqui uma praça de alimentação cheia, com a nossa gastronomia sendo oferecida à população. São 37 grupos ao longo das quatro noites e existe toda uma cadeia envolvida na realização do Festival. É um grande evento que Santarém merece, e os nossos grupos merecem a presença e o apoio da população”, completou Zé Maria.
Festival para todos
A acessibilidade também integra a estrutura desta edição. A Esplanada Tapajós conta com espaço destinado às pessoas com deficiência, ampliando as condições para que diferentes públicos possam acompanhar as apresentações.
Cristiano Sabino, que é surdo, esteve entre as cerca de 8 mil pessoas que prestigiaram a segunda noite. Com tradução em Libras feita por Simone Valente, ele destacou a satisfação de participar da celebração.

“É muito importante poder participar do Festival e acompanhar as apresentações. Estou muito feliz de estar aqui, prestigiando os grupos e fazendo parte da comemoração dos 50 anos. Ter acessibilidade permite que nós também possamos viver a cultura da nossa cidade e participar desses momentos”, destacou Cristiano.
A segunda noite reforçou a força de uma manifestação que atravessa gerações e chega aos 50 anos reunindo milhares de pessoas. Entre a tradição dos grupos, a criatividade das novas apresentações e a participação popular, o Festival Folclórico segue escrevendo sua história e fortalecendo a cultura santarena.
A programação do 50º Festival Folclórico de Santarém segue até domingo (9), com novas apresentações na Esplanada Tapajós.
Autor:
Caio Lobato/ CCOM
