1. Página Inicial
  2. Notícias
  3. Cultura
  4. Autora paraense leva Santarém, Alter do Chão e a força da literatura amazônica à Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Autora paraense leva Santarém, Alter do Chão e a força da literatura amazônica à Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Foto: Divulgação
Cultura

Autora paraense leva Santarém, Alter do Chão e a força da literatura amazônica à Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Autora participou de sessão de autógrafos com o romance A Filha que o Rio Guardou e apresentou uma produção marcada pela ancestralidade e por referências culturais da Amazônia

Victor Ribeiro

Publicado em

Atualizado

Compartilhar

A escritora e poetisa paraense Mariana de Castro Sarmento de Andrade participou, no dia 5 de setembro, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, levando consigo um pouco de Santarém, Alter do Chão, do Rio Tapajós e da cultura do Pará para um dos maiores encontros literários do país. A autora participou de uma sessão de autógrafos no Espaço Leia Mais, onde apresentou ao público seu romance A Filha que o Rio Guardou, obra em que a Amazônia ultrapassa a condição de cenário para se transformar em memória, identidade, mistério e personagem.

Nascida em Belém, com raízes familiares em Santarém e atualmente moradora apaixonada pela região, Mariana mantém desde a infância uma relação de curiosidade e encantamento com a história do oeste paraense. Ainda muito jovem, o interesse pelas narrativas, pelos rios, pela arqueologia e pela antropologia da região começou a aparecer em seus escritos, primeiro nas poesias, depois nos contos e, finalmente, no romance. Essa trajetória afetiva e intelectual está presente em A Filha que o Rio Guardou, livro que Mariana considera sua declaração de amor a essa terra.

Nas páginas da obra, a autora constrói um universo inspirado na cultura Borari, na cerâmica tapajônica, na arqueologia regional, nas encantarias amazônicas e na cosmovisão dos povos originários e das populações ribeirinhas. O rio, a floresta, os vestígios deixados pelos antigos habitantes da região e as histórias transmitidas entre gerações dialogam com uma narrativa contemporânea de mistério, ancestralidade e pertencimento.

A partir desses elementos, Mariana apresenta uma região que possui voz própria, memória e formas particulares de compreender a relação entre seres humanos, natureza e ancestralidade. “Vou à Bienal levando comigo Alter do Chão, Santarém e o Pará. Quero que cada leitor encontre, nas páginas do meu livro, um pouco da nossa arqueologia, da nossa ancestralidade, das encantarias e da maneira tão particular como os povos da Amazônia compreendem o rio, a floresta, a vida e a memória”, destacou a autora.

Poesia e conto também chegaram à Bienal

A presença de Mariana em São Paulo também incluiu sua produção nos campos da poesia e do conto. A autora integra novas produções coletivas com Lago Encantado, na poesia, e A Feiticeira do Espelho d’Água, no conto, trabalhos que mantêm o diálogo de sua escrita com as águas, o imaginário e a dimensão simbólica da Amazônia. As participações integram a coletânea Percorrendo o Mundo em Prosa & Verso, que tem lançamento previsto para o dia 11 de setembro, durante a programação literária da Bienal.

Com as três produções, Mariana transita pelos territórios que vêm marcando sua trajetória literária — romance, poesia e conto — unidos pela memória, pela ancestralidade e por uma Amazônia que ocupa lugar central em sua escrita.

Para a escritora, estar em um dos maiores eventos literários do país possibilitou conhecer outras experiências, estabelecer diálogos e pensar novos caminhos para ampliar a circulação da produção literária amazônica.

“Quero viver intensamente esses dias, não apenas como autora, mas também como alguém apaixonada pelos livros. Estar entre leitores, escritores e editoras, conhecer novas histórias e, ao mesmo tempo, poder apresentar um pouco de Santarém, de Alter do Chão, do Tapajós e da nossa cultura é algo muito especial para mim”, afirmou.

“É muito significativo ver uma autora como Mariana levar para um evento dessa dimensão as histórias, os saberes e as referências que fazem parte do nosso dia a dia. Quando Santarém, Alter do Chão e o Tapajós chegam a espaços como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, também ampliamos a visibilidade da nossa produção cultural e mostramos que a Amazônia pode e deve ser narrada a partir das suas próprias vozes, memórias e experiências. É uma presença que valoriza nossa identidade e contribui para que a literatura amazônica alcance novos leitores e outros territórios", destacou Priscila Castro, secretária municipal de Cultura.

A participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo representou uma oportunidade de colocar em circulação uma Amazônia narrada a partir de suas próprias referências culturais — das cerâmicas tapajônicas às encantarias, dos saberes ancestrais às águas de Alter do Chão.

Créditos da publicação

Editor(a)

Jéssica Luz

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.