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Prefeitura amplia ações de educação patrimonial em Santarém
Foto: Divulgação Semc
Cultura

Prefeitura amplia ações de educação patrimonial em Santarém

Iniciativas da Secretaria Municipal de Cultura aproximam estudantes, moradores e visitantes da história e das referências culturais do município

Victor Ribeiro

Publicado em

Atualizado

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A educação patrimonial tem ganhado espaço nas ações da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), como uma forma de aproximar a população dos bens culturais do município e estimular o conhecimento sobre a história, os espaços, os saberes e as manifestações culturais.

As ações acontecem em diferentes frentes. No Centro Cultural João Fona (CCJF), estudantes participam de visitas mediadas e conhecem parte da história de Santarém a partir do próprio espaço e de seu acervo. Em Alter do Chão, durante o Sairé, materiais informativos foram utilizados para ampliar o diálogo com moradores e visitantes sobre o patrimônio cultural da vila. Paralelamente, o Grupo de Trabalho (GT) de Educação Patrimonial da Semc vem construindo uma proposta que pretende organizar e ampliar essas iniciativas no município.

Estudantes conhecem história e patrimônio de Santarém

Na manhã desta quarta-feira (30), alunos da Escola Municipal Boa Ventura Queiroz participaram de uma atividade de educação patrimonial no Centro Cultural João Fona (CCJF), um dos espaços históricos mais importantes de Santarém. As visitas ao equipamento são realizadas mediante agendamento e atendem estudantes das séries iniciais, do ensino fundamental e do ensino médio.

Durante a atividade, os alunos têm contato com informações sobre a história de construção do prédio, sua importância para o município e as transformações pelas quais o espaço passou ao longo do tempo. A visita também permite conhecer o acervo disponível no CCJF, aproximando os estudantes de diferentes referências da história e da cultura de Santarém.

O Centro Cultural abriga espaços museológicos e exposições que apresentam elementos relacionados à formação histórica e cultural da região. Entre eles está o Museu Arqueológico Ubirajara Bentes, que reúne cerca de mil peças arqueológicas, além do Museu Virtual do Patrimônio Arqueológico Amazônida, voltado à valorização e difusão do patrimônio arqueológico do oeste do Pará. O espaço também recebe exposições e ações que ajudam a apresentar ao público diferentes aspectos da história, da cultura e do patrimônio amazônico.

A proposta das visitas é que os estudantes não apenas observem os objetos e espaços, mas compreendam as histórias que eles carregam e a relação desses bens com a formação do território. Por isso, a atividade pode ser articulada aos conteúdos trabalhados em sala de aula e funcionar como uma extensão do processo de aprendizagem.

Grande parte das visitas escolares é solicitada por professores de disciplinas como História, Estudos Regionais e Língua Portuguesa, que utilizam o espaço como recurso para complementar conteúdos e aproximar os estudantes de referências presentes no próprio município. Assim, o patrimônio deixa de ser apenas um conteúdo apresentado em livros e passa a ser percebido em um espaço concreto, onde objetos, documentos, arquitetura e narrativas ajudam a contar diferentes partes da história de Santarém.

Educação patrimonial também acontece no território

A proposta de aproximar as pessoas do patrimônio cultural não se restringe aos equipamentos culturais. Durante o Sairé, em Alter do Chão, a Semc também desenvolveu uma ação de educação patrimonial com a produção e distribuição de um folder informativo entre moradores e visitantes.

A iniciativa partiu do entendimento de que o patrimônio cultural da vila está relacionado não somente aos espaços físicos e às paisagens, mas também às celebrações, aos saberes, às práticas culturais e às formas de relação estabelecidas pela comunidade com o território. Durante um período de grande circulação de pessoas em Alter do Chão, o material buscou apresentar essas referências e estimular um olhar mais atento para aquilo que integra o patrimônio cultural da vila.

Para Cecy Sussuarana, presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural, ações como essa contribuem para ampliar o conhecimento sobre o patrimônio e fortalecer sua valorização.

“O folder tem como objetivo contribuir com a educação patrimonial, aproximando moradores e visitantes do patrimônio cultural de Alter do Chão. O material procura mostrar que o patrimônio está presente não apenas nos lugares e nas paisagens, mas também nas celebrações, nos saberes, nos modos de vida e nas relações construídas pela comunidade com o território.”

A escolha de realizar a ação durante o Sairé também amplia o alcance da iniciativa, já que a festividade reúne moradores, visitantes e turistas e coloca em evidência manifestações culturais que fazem parte da história e da identidade de Alter do Chão.

“Conhecer esse patrimônio é um passo importante para valorizá-lo e contribuir para sua preservação. A Secretaria Municipal de Cultura tem buscado fortalecer essas ações de educação patrimonial justamente para aproximar a comunidade do seu próprio patrimônio, mostrando que ele está presente nos espaços, nas manifestações culturais, nos saberes e nas histórias que fazem parte do nosso território”, destacou a secretária municipal de cultura, Priscila Castro.

A experiência reforça uma das perspectivas trabalhadas pela educação patrimonial: conhecer um bem cultural é também compreender os significados que ele possui para as pessoas e para a comunidade.

GT e construção de proposta para ampliar educação patrimonial em Santarém

Enquanto as ações já acontecem em espaços como o CCJF e em atividades realizadas diretamente em Santarém, a Semc também trabalha na construção de uma proposta mais ampla de educação patrimonial para Santarém.

Nesta quarta-feira (30), o Grupo de Trabalho de Educação Patrimonial esteve reunido no Centro de Informações Ambientais (CIAM) para dar continuidade à construção do projeto. O encontro teve como foco a devolutiva dos participantes a partir de uma minuta apresentada anteriormente, reunindo contribuições que ajudam a definir os próximos encaminhamentos.

A discussão faz parte de um processo de construção coletiva. A partir das contribuições apresentadas pelo grupo, a próxima etapa será revisar os encaminhamentos e incorporar as sugestões à minuta, fazendo com que a proposta avance gradualmente até chegar à sua versão final. 

Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de realizar visitas a diferentes espaços para compreender como esses locais funcionam, quais experiências já desenvolvem e de que maneira podem contribuir para a construção da proposta de educação patrimonial do município. Entre os espaços mencionados estão a Escola do Parque e a Escola da Floresta.

A ideia é que esse contato com experiências e equipamentos distintos ajude o grupo a pensar uma proposta conectada à realidade de Santarém, considerando as características do território e as diferentes formas pelas quais o patrimônio pode ser trabalhado com estudantes e com a comunidade. 

“Nesse processo, as atividades realizadas no CCJF, as ações desenvolvidas nos territórios e as discussões do GT fazem parte de um mesmo movimento de aproximar a população do patrimônio de Santarém, ampliar o conhecimento sobre suas referências culturais e criar possibilidades para que esse patrimônio seja reconhecido, valorizado e preservado”, destacou Newton Magno, chefe da Divisão do Patrimônio da Semc.

O trabalho do GT, portanto, parte de experiências que já estão em andamento e busca organizar novos caminhos para a educação patrimonial no município. A proposta ainda está em construção e será aperfeiçoada a partir das contribuições dos participantes antes de chegar à versão final.

Créditos da publicação

Editor(a)

Neysle Magalhães

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.