O Centro Cultural João Fona abriu nesta sexta-feira (19) a exposição Santarém de Todos os Tempos, uma mostra que convida o público a mergulhar na história do município por meio de registros fotográficos de prédios históricos e patrimônios arquitetônicos que ajudam a contar a trajetória da cidade. A programação também contou com a presença de alunos da Escola Municipal Rotary e foi marcada pela incorporação de duas peças arqueológicas ao acervo do espaço.

A exposição apresenta 22 imagens antigas e atuais de construções que fazem parte da memória santarena, destacando a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural. A iniciativa integra a programação em comemoração aos 365 anos de Santarém.
“A exposição busca retratar, por meio de registros antigos e contemporâneos, patrimônios que contam a história de Santarém e ajudam a salvaguardar a memória de edificações que atravessaram gerações e continuam fazendo parte da identidade do município”, destacou Marivaldo Carrera, diretor do Centro Cultural João Fona.

Além da abertura da mostra, o Centro Cultural João Fona recebeu oficialmente duas peças arqueológicas que passam a integrar seu acervo: uma estatueta antropomorfa feminina de cerâmica tapajônica e um artefato lítico polido em formato de lâmina cortante, conhecido como machadinha de pedra. Os objetos foram entregues por Miguel Nogueira de Oliveira durante uma sessão pública realizada conforme orientações dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio arqueológico.
As peças haviam sido identificadas fora de Santarém e, após articulação entre os envolvidos, foram devolvidas ao município. O processo ocorreu com comunicação ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que deverá realizar estudos técnicos para análise da origem, material e período histórico dos artefatos. As peças constituem patrimônio arqueológico da União e, por isso, não devem permanecer sob guarda particular.

A devolução garante a preservação adequada dos objetos e possibilita que sejam estudados e disponibilizados para apreciação pública, contribuindo para o fortalecimento da memória e da história da região.
Ao formalizar a entrega dos artefatos ao acervo do Centro Cultural João Fona, Miguel Nogueira ressaltou a importância de garantir que as peças recebam o tratamento adequado para sua conservação e estudo. “Assumi o compromisso de entregar ao Centro Cultural João Fona essas peças que foram levadas para o Rio de Janeiro e que agora retornam para Santarém para fazer parte do acervo. É importante lembrar que elas possuem um profundo valor histórico e precisam ser analisadas de forma adequada para que possam ser datadas e estudadas”, destacou.

Para a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, a abertura da exposição e a incorporação das peças arqueológicas ao acervo do Centro Cultural João Fona reforçam a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural de Santarém. Segundo ela, a iniciativa demonstra a preocupação da população com a valorização da memória coletiva e com a destinação adequada de artefatos que ajudam a contar a história do município.
“Receber essas peças e abrir uma exposição que retrata a história de Santarém é muito significativo neste momento de celebração dos 365 anos da cidade. Isso mostra que a população compreende a importância de preservar o nosso patrimônio e garantir que esses artefatos sejam conservados, estudados e compartilhados com as futuras gerações”, destacou Priscila Castro.

Autor:
Rony Aires/CCOM