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Receptivo cultural abre a VI SAB Norte com celebração da diversidade amazônica no Centro Cultural João Fona
Foto: Agência Santarém
Cultura

Receptivo cultural abre a VI SAB Norte com celebração da diversidade amazônica no Centro Cultural João Fona

Apresentações artísticas e produções audiovisuais de Santarém deram as boas-vindas a pesquisadores, estudantes e representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais que participam do maior encontro de arqueologia da região Norte.

Victor Ribeiro

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Atualizado

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A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), realizou neste domingo (26), no Centro Cultural João Fona, o receptivo cultural que marcou a abertura da VI Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira Regional Norte (VI SAB Norte). A programação reuniu professores, estudantes, pesquisadores e representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais em uma celebração da cultura amazônica antes do início das atividades científicas do encontro.

O acolhimento foi preparado para apresentar aos participantes um pouco da identidade cultural santarena, valorizando manifestações artísticas, o patrimônio histórico e a produção audiovisual do município.

A programação iniciou com apresentações do boi-bumbá Resgatão, da Banda Sinfônica Maestro Wilson Fonseca e de um grupo de carimbó, reunindo diferentes expressões culturais da Amazônia em um mesmo espaço.

A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, destacou que o receptivo foi pensado como uma forma de integrar cultura e patrimônio ao evento científico.

“Pensamos esse receptivo cultural como um gesto de acolhimento. Antes mesmo do início das discussões científicas, queríamos que os participantes tivessem contato com a riqueza cultural de Santarém, com a nossa música, o nosso audiovisual, as manifestações populares e tudo aquilo que faz parte da identidade amazônica e também mostrar que cultura e patrimônio caminham juntos.”

Na sequência, o público acompanhou a exibição de filmes e curtas-metragens produzidos em Santarém. As obras apresentaram aspectos do patrimônio arquitetônico e arqueológico do município, além de destacar práticas culturais transmitidas entre gerações, fortalecendo a valorização da memória e da identidade local.

Ao longo da semana, Santarém sediará um dos principais encontros científicos voltados à arqueologia amazônica. Com o tema "Arqueologia no berço da diversidade", a VI SAB Norte reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes de diferentes comunidades para debater a ocupação humana na Amazônia, a preservação do patrimônio arqueológico e o diálogo entre a ciência e os conhecimentos tradicionais.

Segundo Carlos Alves, membro da comissão organizadora, a escolha de Santarém reforça a importância da cidade para os estudos arqueológicos na região.

“A SAB Norte acontece, tradicionalmente, em estados que possuem cursos de Arqueologia e, neste ano, Santarém foi escolhida para sediar o encontro. O tema desta edição propõe uma reflexão sobre a diversidade de povos e etnias da Amazônia, por isso buscamos promover o diálogo entre a arqueologia acadêmica e os conhecimentos tradicionais, entendendo que essas diferentes formas de produzir conhecimento se complementam na compreensão da história da região.”

O Centro Cultural João Fona foi escolhido como palco da abertura por abrigar um dos mais importantes acervos arqueológicos da Amazônia e representar um dos principais equipamentos culturais do município, tornando-se um espaço simbólico para o início das atividades da reunião.

Para o professor de Arqueologia Claide de Paula Moraes, realizar o encontro em Santarém possui um significado especial para a comunidade científica.

“Este é o principal encontro da comunidade que pesquisa e trabalha com arqueologia na Amazônia brasileira. O evento promove o intercâmbio entre estudantes de diferentes universidades e profissionais que desenvolvem pesquisas na região, fortalecendo esse diálogo. E realizar a SAB Norte em Santarém tem um significado especial, porque a cidade é um dos lugares mais importantes para a arqueologia brasileira. Reunir tudo isso aqui é bastante emblemático.”

A programação também representa uma oportunidade para a formação acadêmica de estudantes e para o fortalecimento de redes de pesquisa entre instituições da Amazônia.

“Esta é a minha terceira participação na SAB Norte. Para quem se formou, pesquisa e trabalha com arqueologia na Amazônia, o encontro é uma oportunidade de reencontrar profissionais da área, conhecer novas pesquisas e trocar experiências. É um momento muito importante porque reúne pessoas de diferentes regiões do Brasil para discutir a Amazônia a partir de múltiplos olhares”, destacou Gabriel Corrêa, formado em Arqueologia pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

 

 

Créditos da publicação

Editor(a)

Neysle Magalhães

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.