A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), realizou neste domingo (26), no Centro Cultural João Fona, o receptivo cultural que marcou a abertura da VI Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira Regional Norte (VI SAB Norte). A programação reuniu professores, estudantes, pesquisadores e representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais em uma celebração da cultura amazônica antes do início das atividades científicas do encontro.
O acolhimento foi preparado para apresentar aos participantes um pouco da identidade cultural santarena, valorizando manifestações artísticas, o patrimônio histórico e a produção audiovisual do município.
A programação iniciou com apresentações do boi-bumbá Resgatão, da Banda Sinfônica Maestro Wilson Fonseca e de um grupo de carimbó, reunindo diferentes expressões culturais da Amazônia em um mesmo espaço.
A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, destacou que o receptivo foi pensado como uma forma de integrar cultura e patrimônio ao evento científico.
“Pensamos esse receptivo cultural como um gesto de acolhimento. Antes mesmo do início das discussões científicas, queríamos que os participantes tivessem contato com a riqueza cultural de Santarém, com a nossa música, o nosso audiovisual, as manifestações populares e tudo aquilo que faz parte da identidade amazônica e também mostrar que cultura e patrimônio caminham juntos.”



Na sequência, o público acompanhou a exibição de filmes e curtas-metragens produzidos em Santarém. As obras apresentaram aspectos do patrimônio arquitetônico e arqueológico do município, além de destacar práticas culturais transmitidas entre gerações, fortalecendo a valorização da memória e da identidade local.
Ao longo da semana, Santarém sediará um dos principais encontros científicos voltados à arqueologia amazônica. Com o tema "Arqueologia no berço da diversidade", a VI SAB Norte reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes de diferentes comunidades para debater a ocupação humana na Amazônia, a preservação do patrimônio arqueológico e o diálogo entre a ciência e os conhecimentos tradicionais.


Segundo Carlos Alves, membro da comissão organizadora, a escolha de Santarém reforça a importância da cidade para os estudos arqueológicos na região.
“A SAB Norte acontece, tradicionalmente, em estados que possuem cursos de Arqueologia e, neste ano, Santarém foi escolhida para sediar o encontro. O tema desta edição propõe uma reflexão sobre a diversidade de povos e etnias da Amazônia, por isso buscamos promover o diálogo entre a arqueologia acadêmica e os conhecimentos tradicionais, entendendo que essas diferentes formas de produzir conhecimento se complementam na compreensão da história da região.”
O Centro Cultural João Fona foi escolhido como palco da abertura por abrigar um dos mais importantes acervos arqueológicos da Amazônia e representar um dos principais equipamentos culturais do município, tornando-se um espaço simbólico para o início das atividades da reunião.


Para o professor de Arqueologia Claide de Paula Moraes, realizar o encontro em Santarém possui um significado especial para a comunidade científica.
“Este é o principal encontro da comunidade que pesquisa e trabalha com arqueologia na Amazônia brasileira. O evento promove o intercâmbio entre estudantes de diferentes universidades e profissionais que desenvolvem pesquisas na região, fortalecendo esse diálogo. E realizar a SAB Norte em Santarém tem um significado especial, porque a cidade é um dos lugares mais importantes para a arqueologia brasileira. Reunir tudo isso aqui é bastante emblemático.”
A programação também representa uma oportunidade para a formação acadêmica de estudantes e para o fortalecimento de redes de pesquisa entre instituições da Amazônia.
“Esta é a minha terceira participação na SAB Norte. Para quem se formou, pesquisa e trabalha com arqueologia na Amazônia, o encontro é uma oportunidade de reencontrar profissionais da área, conhecer novas pesquisas e trocar experiências. É um momento muito importante porque reúne pessoas de diferentes regiões do Brasil para discutir a Amazônia a partir de múltiplos olhares”, destacou Gabriel Corrêa, formado em Arqueologia pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).






Autor:
Agência Santarém