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Escolas de comunidades ribeirinhas recebem ação de educação patrimonial sobre a arquitetura histórica de Santarém Autor: Victor Ribeiro/ CCOM

Escolas de comunidades ribeirinhas recebem ação de educação patrimonial sobre a arquitetura histórica de Santarém

Victor Ribeiro
Publicado em - Atualizado
Atividade integra o projeto Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico de Santarém e leva aos estudantes da região de várzea conhecimento sobre a importância da preservação da história, da memória e da identidade cultural do município.

As comunidades Centro do Aritapera e Piracãoera de Baixo, na região de várzea de Santarém, receberam uma ação de educação patrimonial voltada à valorização da arquitetura histórica do município. A atividade integra o projeto Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico de Santarém, realizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc).

A iniciativa busca despertar, especialmente entre crianças e adolescentes, o interesse pela preservação dos edifícios históricos como parte da memória, da identidade e da formação cultural de Santarém. Além de registrar a história local, essas construções fortalecem o sentimento de pertencimento e contribuem para que as novas gerações conheçam e valorizem o patrimônio cultural do município.

Durante a programação, os estudantes assistiram a uma animação produzida a partir de depoimentos de moradores do Centro Histórico de Santarém, coletados para a dissertação da presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Santarém, Cessy Sussuarana. A produção utiliza uma linguagem acessível para aproximar o público da história da cidade e incentivar a valorização do patrimônio arquitetônico.

"O projeto responde à necessidade urgente de reconhecimento e valorização dos bens patrimoniais, incentivando o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio edificado. Ao despertar a consciência da população sobre a importância desses bens culturais, fortalecemos a participação comunitária na sua salvaguarda e garantimos que as futuras gerações possam conhecer e se apropriar da história de Santarém", destacou Cessy Sussuarana, coordenadora do projeto.

A programação também contou com o Museu Itinerante de Réplicas de Cerâmica Tapajônica, iniciativa do Centro Cultural João Fona em parceria com a Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS). O projeto leva às comunidades réplicas de peças arqueológicas inspiradas na cerâmica tapajônica, proporcionando uma experiência educativa que aproxima crianças e jovens do patrimônio arqueológico santareno.

"A presença do Museu Itinerante nas comunidades representa uma importante ação de descentralização cultural. Por meio dessa iniciativa, trabalhamos a valorização da memória e da educação patrimonial, aproximando crianças e jovens da história, da arqueologia e da riqueza cultural de Santarém de forma acessível e interativa", afirmou Newton Magno, diretor da Divisão de Patrimônio da Semc.

Além das atividades audiovisuais, os estudantes participaram de oficinas lúdicas com pinturas inspiradas em prédios e praças históricas de Santarém e da montagem de quebra-cabeças, recursos que estimularam, de forma interativa, o interesse pelo patrimônio histórico e cultural.

Para o diretor da Escola São José, da comunidade Piracãoera de Baixo, Lázaro Reis, a iniciativa amplia as oportunidades de aprendizagem.

"É um projeto muito importante porque amplia o conhecimento dos alunos e contribui para o processo de aprendizagem. Para as comunidades de várzea, essa iniciativa tem um valor ainda maior, já que muitas crianças não têm a oportunidade de ir até Santarém para conhecer de perto esse patrimônio arquitetônico."

A diretora da Escola Santíssima Trindade, da comunidade Centro do Aritapera, Silvielane Castro, também ressaltou a importância da ação para a formação dos estudantes.

"Para nós, da região de rios, receber esse projeto é muito importante, especialmente porque trabalha um tema que faz parte da história de Santarém e que precisa ser conhecido pelas novas gerações. É uma forma de incentivar nossos estudantes a aprender, reconhecer e valorizar o patrimônio histórico e cultural do município, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o cuidado com a nossa memória."

A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, destacou que iniciativas como essa fortalecem o vínculo da população com a própria história.

"A educação patrimonial é um instrumento fundamental para aproximar a população da própria história. Quando levamos esse conhecimento às escolas, especialmente às comunidades ribeirinhas, incentivamos o reconhecimento da nossa identidade cultural e fortalecemos o compromisso coletivo com a preservação do patrimônio histórico de Santarém."

Por meio de ações educativas e interativas, o projeto promove o diálogo entre a população e os bens culturais do município, amplia o acesso ao conhecimento sobre a arquitetura histórica santarena e fortalece a preservação da memória e da identidade cultural, especialmente entre as comunidades mais distantes da área urbana.

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