A vila de Alter do Chão recebeu, neste sábado (13), a abertura da programação do CineAlter 2026 – Festival de Cinema Latino-Americano, reunindo exibições audiovisuais, debate sobre economia criativa e apresentações musicais. A programação movimentou diferentes espaços da vila e atraiu moradores, visitantes, artistas e profissionais do setor audiovisual.
Pela manhã, a Sala de Cinema Allana Fernandes, na Praça 7 de Setembro, recebeu a Mostra Arapiuns, dedicada a produções paraenses selecionadas para esta edição do festival, além da Sessão Especial de Audiovisual Amazônico. Entre os destaques esteve a série documental Amazônia Ancestral (2025), da diretora Zienhe Castro, com os episódios Saberes Originários e Os Primeiros Amazonidas, que abordam conhecimentos tradicionais e aspectos da formação histórica e cultural da Amazônia.


Durante a tarde, a Mostra Amazonas trouxe longas-metragens latino-americanos e, ainda, um painel “Audiovisual como protagonista no desenvolvimento da Economia Criativa Brasileira”, realizado no Salão Paroquial de Alter do Chão. O encontro reuniu profissionais e agentes culturais para discutir o potencial do audiovisual como ferramenta de desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento das identidades locais.



Para a jornalista Manuela Torres, o festival contribui para ampliar a visibilidade da região no cenário audiovisual nacional.
“Eu entendo o projeto muito relevante para Alter do Chão, porque coloca a vila no mapa do audiovisual brasileiro. Recentemente, tivemos gravações de grandes produções na região, e iniciativas como essa ampliam a visibilidade dos artistas locais e da potencialidade do audiovisual na região. Ver o projeto crescer também serve de incentivo para novas produções, fortalece o audiovisual amazônico e cria oportunidades para que produtores e realizadores da região apresentem seus trabalhos e conquistem novos espaços”, destacou.


Quem também ressaltou a importância do evento foi a brigadista Lua Mendonça, que acompanha o festival desde sua primeira edição.
“Eu acompanho o CineAlter desde a primeira edição e considero o festival muito importante para o nosso território, porque ele comunica diferentes realidades. Conseguimos assistir a produções com uma linguagem amazônica e latino-americana, que mostram vivências e experiências dentro de seus próprios contextos. Além de dar visibilidade às produções, o festival promove debates e amplia as reflexões sobre os temas apresentados”, afirmou.
A programação do dia foi encerrada no Palco Multiartes, na Praça 7 de Setembro, com a transmissão da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo e apresentações musicais dos artistas Rogginho e Mylla Silva, reunindo o público em uma noite de celebração da cultura e do audiovisual latino-americano.


Para a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, o CineAlter tem um papel importante ao reconhecer e valorizar o protagonismo das produções latino-americanas, além de criar espaços de encontro, formação e troca de experiências entre realizadores e público.
“O CineAlter é um espaço de valorização das narrativas latino-americanas e amazônicas, que muitas vezes não encontram espaço nos circuitos tradicionais de exibição. Ao reunir produções, realizadores e público, o festival fortalece nossa identidade cultural, incentiva a formação de novos profissionais e reafirma a importância do audiovisual como ferramenta de memória e transformação social.” afirmou a secretária.



Autor:
Gabriel Borari