“Eu não consigo ficar muito tempo com ele, mas fico aliviada em saber que, sempre que eu vou embora, ele está em boas mãos.” O relato de Samira Santos, que acompanha o filho, traduz o sentimento de muitas famílias cujos recém-nascidos precisam permanecer no berçário do Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) nos primeiros dias de vida. Entre a emoção do nascimento e a necessidade de cuidados específicos, o setor se torna um espaço de acompanhamento contínuo e assistência especializada.
O ambiente conta com incubadoras e berços aquecidos, além de equipamentos permanentes para monitoramento contínuo dos sinais vitais. São admitidos no berçário recém-nascidos com indicação clínica de internação, incluindo diagnósticos de prematuridade, icterícia, malformação congênita, baixo peso ao nascer, necessidade de antibioticoterapia, reanimação ao nascer, entre outras condições que exigem acompanhamento rigoroso e suporte especializado.
A equipe multiprofissional — formada por médicos, profissionais da enfermagem, fisioterapeuta e demais integrantes da assistência — atua de forma integrada, acompanhando cada bebê de maneira individualizada até que apresente estabilidade clínica para receber alta.
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Segundo a médica do setor, Adriane Cristina, os primeiros dias de vida são determinantes para a adaptação do recém-nascido.
“Cada bebê é avaliado de forma individual. Alguns precisam apenas de observação, outros necessitam de intervenções específicas. O acompanhamento contínuo é fundamental para garantir estabilidade e segurança até que estejam aptos para receber alta”, explica.
Durante a permanência no setor, os pais podem realizar visitas diárias, fortalecendo o vínculo e acompanhando a evolução do recém-nascido, enquanto a equipe mantém vigilância permanente.
O incentivo ao aleitamento materno é prioridade. As mães recebem orientação e apoio, e, quando há indicação clínica, o hospital dispõe de estoque próprio de fórmula infantil para suplementação temporária, garantindo o aporte nutricional necessário até a consolidação da amamentação ou enquanto houver necessidade médica.
Para a gerente do berçário do HMS, Rubidia Lima, cada alta carrega um significado que vai além da rotina hospitalar. “Cada alta representa mais do que um procedimento concluído. É o momento em que o bebê, já fortalecido e estabilizado, pode finalmente seguir para casa ao lado da família”, destaca.
Autor:
Ronaldo Ferreira