A modalidade de Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) vem crescendo de forma expressiva em todo o Brasil e se consolida como uma estratégia tão importante quanto as ações tradicionais para garantir acesso à saúde em territórios de difícil acesso. Pioneira nesse modelo, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mantém em operação o navio Abaré I, que está em viagem realizando atendimentos nas comunidades ribeirinhas do município.


De acordo com o cronograma definido pela Assessoria de Rios da Atenção Primária à Saúde (APS), os profissionais da Expedição de Saúde da UBSF Abaré I embarcaram no dia 23 de fevereiro, com início das atividades assistenciais no período de 24 de fevereiro a 5 de março de 2026, na região do rio Rio Tapajós. Ao longo da expedição, são realizados atendimentos em dezenas de comunidades ribeirinhas, garantindo assistência direta no território.
Os atendimentos não ocorrem apenas no interior da embarcação. As equipes de saúde também se deslocam em lanchas até comunidades e áreas onde o navio não consegue acessar, além de utilizarem espaços cedidos pelos próprios moradores, como barracões e estruturas de apoio local, ampliando o alcance da assistência.

A programação contempla ações na comunidade Vila Franca, onde a equipe permanece em atuação contínua até o dia 5 de março de 2026, além de localidades como Maripá, Suruacá, Anumã, Vista Alegre, Capixauã, Mapiri, Vila Amorim, Cabeceira do Amorim, Pajurá, Parauá, Muratuba, Mirixituba, Jauarituba, Boim, Tucumatuba, Nuquini, Nova Vista e Samaúma, entre outras comunidades da região do Tapajós.
Segundo a assessora de Rios da Semsa, Tângara Santos, a presença das equipes diretamente nas comunidades é fundamental para garantir equidade no acesso aos serviços.
“A descentralização dos serviços, com equipes de saúde atuando diretamente nas comunidades, contribui para a efetivação da Política de Saúde Integral dos Povos do Campo, da Floresta e das Águas. Essa estratégia respeita as especificidades de ribeirinhos, pescadores, quilombolas e povos indígenas, permitindo avanços não apenas no número de atendimentos realizados, mas, principalmente, na qualidade da assistência ofertada”, destacou.
Além dos atendimentos clínicos e preventivos, a expedição também aposta em ações educativas e simbólicas para fortalecer a vacinação. Um dos destaques é a presença do Zé Gotinha, personagem símbolo das campanhas de imunização no Brasil, que acompanha a equipe em lanchas até comunidades mais distantes, levando informação, incentivo à prevenção e, principalmente, vacinas.


O secretário municipal de Saúde, Everaldo Martins Filho, reforça que a estratégia fluvial é essencial para reduzir desigualdades históricas no acesso à saúde.
“Nossa gestão tem buscado aproximar cada vez mais os serviços de saúde de todos os munícipes, especialmente daqueles que vivem em localidades mais distantes e de difícil acesso. Essas populações enfrentam isolamento geográfico, longos deslocamentos e limitações de transporte, o que torna indispensável que o poder público chegue até elas. Levar saúde a essas comunidades é garantir dignidade, cuidado e o direito constitucional à saúde”, afirmou.
Com mais de 40 comunidades previstas para cobertura na região do Tapajós, a Semsa mantém as unidades fluviais em plena atividade, reafirmando que inovar para avançar faz parte do cotidiano do Sistema Único de Saúde em Santarém. É esse SUS que se constrói todos os dias: presente, inclusivo e comprometido em chegar onde a população está.
Autor:
Divulgação Semsa