Capacitação voltada aos Agentes de Combate a Endemias (ACEs) sobre o uso de ovitrampas, ferramenta utilizada no monitoramento do mosquito Aedes aegypti, foi realizada na manhã desta quarta-feira (11), pela Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém (Semsa). A formação integra as ações de fortalecimento da vigilância contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti e está sendo conduzida por técnicos do 9º Centro Regional de Saúde da Sespa e do Ministério da Saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, as ovitrampas são armadilhas utilizadas para identificar a presença e a densidade do mosquito Aedes aegypti em determinada área. O dispositivo é composto por um recipiente escuro contendo água e uma palheta de madeira ou material semelhante, que serve de superfície para a deposição dos ovos pelo mosquito. Após determinado período, essas palhetas são recolhidas pelas equipes técnicas e analisadas, permitindo identificar a quantidade de ovos e, consequentemente, o nível de infestação do vetor na região monitorada.
Essa tecnologia é considerada uma importante ferramenta de vigilância entomológica, pois permite detectar precocemente a presença do mosquito e orientar com maior precisão as ações de combate e prevenção.
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Segundo o coordenador de Arboviroses do Setor de Endemias da Semsa, Edvan Silva, a utilização das ovitrampas contribui para tornar o monitoramento mais estratégico no município.
“Com as ovitrampas, conseguimos identificar com mais precisão a presença do mosquito em determinadas áreas da cidade. Essas informações ajudam as equipes a direcionar melhor as ações de controle e a intensificar o trabalho nos locais com maior risco de infestação”, explicou.
A secretária adjunta de Saúde, Irlaine Figueira, destacou que a capacitação reforça o compromisso da gestão municipal para o enfrentamento à dengue.
“Estamos fortalecendo nossas equipes com novas ferramentas de monitoramento e com o apoio da Sespa e do Ministério da Saúde. Esse trabalho integrado amplia nossa capacidade de vigilância, mas é fundamental lembrar que a participação da população continua sendo essencial no combate ao mosquito”, ressaltou.
A Semsa reforça que, além das ações de monitoramento e controle realizadas pelas equipes de saúde, a eliminação de recipientes que acumulam água parada dentro das residências continua sendo a principal forma de prevenção, já que a maior parte dos focos do mosquito ainda está dentro dos domicílios.
Autor:
Semsa/Divulgação