Moradores de comunidades ribeirinhas de Santarém contam com o atendimento das Unidades Básicas de Saúde Fluviais como principal porta de acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio de expedições programadas, as embarcações percorrem comunidades ao longo dos rios, levando consultas, vacinação, exames, medicamentos e ações de promoção da saúde para populações que vivem em áreas de difícil acesso e distantes da zona urbana.
Nesse contexto, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), concluiu mais uma expedição da Unidade Básica de Saúde Fluvial Abaré I, que integra a estratégia de atenção primária da Semsa. A embarcação percorreu comunidades localizadas na região do Rio Tapajós entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março de 2026, com embarque realizado no dia 23 de fevereiro. A ação garantiu assistência médica, odontológica, vacinação e acompanhamento em saúde para moradores ribeirinhos.

Durante os dez dias de expedição, a equipe multiprofissional percorreu diversas localidades ribeirinhas, ofertando serviços de atenção primária diretamente nas comunidades. Ao todo, foram realizados 4.046 procedimentos de saúde, ampliando o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os atendimentos não ocorrem apenas no interior da embarcação. As equipes de saúde também se deslocam em lanchas até comunidades e áreas onde o navio não consegue acessar, além de utilizarem espaços cedidos pelos próprios moradores, como barracões comunitários e estruturas de apoio local, ampliando o alcance da assistência.

Ao longo da viagem, a UBS Fluvial Abaré I passou por mais de 40 comunidades ribeirinhas da região do Tapajós, entre elas: Vila Franca, Maripá, Santi/Curipatá, Anumã, Carão, Pedra Branca, Solimões (aldeia), Vista Alegre, Araçazal, Capixauã, Novo Progresso, Suruacá, Mapiri, Ukena, Vila Amorim, Cabeceira do Amorim, Pajurá, Limão Tuba, Brinco das Moças, Enseada do Amorim, Parauá, Surucuá, Paricatuba, Muratuba, Vila Alegre do Muratuba, Mirixituba (aldeia), Santo Amaro (aldeia), Jauarituba, Jatequara, Paraná Pixuna, Jaca/Jacaré, São Tomé, Boim, Rosário, Pau da Letra, Tucumatuba, Nuquini, Nova Vista e Samaúma.
Entre os atendimentos realizados, destacam-se 553 consultas médicas, 226 consultas de enfermagem e 178 atendimentos odontológicos, além de 34 visitas domiciliares. A expedição também reforçou o cuidado com a saúde da mulher, com 11 novas inscrições de pré-natal, 28 gestantes em acompanhamento subsequente e 16 coletas de exame preventivo do câncer do colo do útero (PCCU).



Na área da imunização, foram aplicadas 1.806 doses de vacinas, contemplando 901 pessoas imunizadas, além de 1.697 doses de vacina antirrábica em animais. A equipe também realizou 304 testes rápidos, 13 testes de gravidez e 87 atendimentos laboratoriais, com 366 exames realizados. Além disso, foram administradas 137 doses de vitamina A, realizados 97 procedimentos injetáveis, 10 curativos, uma remoção de paciente e um pequeno procedimento de artrocentese.
Outro destaque da expedição foi a dispensação de 10.011 medicamentos, assegurando a continuidade do tratamento de pacientes atendidos durante a ação.
Além da assistência clínica, a equipe promoveu 10 atividades de educação em saúde nas comunidades, abordando temas como dengue, saúde bucal, imunização, câncer do colo do útero e planejamento familiar. As ações educativas também contaram com atividades lúdicas, com a presença do personagem Zé Gotinha, incentivando a vacinação entre crianças, e da “Mosquitona”, utilizada nas palestras para reforçar a importância da prevenção às arboviroses.

De acordo com a assessora de rios da Semsa, Tângara Santos, a expedição também contou com reforço na equipe médica.
“Nessa expedição conseguimos colocar mais dois médicos na embarcação, ambos do Programa Mais Médicos. A partir de março, cada um seguirá para seu respectivo destino, com uma médica atuando na comunidade de Parauá e o outro médico na Vila de Boim, fortalecendo a assistência nessas localidades”, destacou.
Segundo a secretária municipal de saúde adjunta, Irlaine Figueira, a presença das equipes diretamente nas comunidades é fundamental para garantir equidade no acesso aos serviços.
“A descentralização dos serviços, com equipes de saúde atuando diretamente nas comunidades, contribui para a efetivação da Política de Saúde Integral dos Povos do Campo, da Floresta e das Águas. Essa estratégia respeita as especificidades de ribeirinhos, pescadores, quilombolas e povos indígenas, permitindo avanços não apenas no número de atendimentos realizados, mas, principalmente, na qualidade da assistência ofertada”, ressaltou.
Para o prefeito de Santarém, Zé Maria Tapajós, as expedições fluviais são fundamentais para garantir acesso à saúde às populações ribeirinhas.
“Nosso compromisso é levar atendimento de qualidade para todas as regiões do município. As unidades fluviais cumprem um papel essencial porque aproximam os serviços de saúde das comunidades que vivem distantes da zona urbana, garantindo cuidado, prevenção e dignidade à população ribeirinha”, afirmou.
Autor:
Divulgação Semsa