Um filhote de peixe-boi foi resgatado pela Prefeitura de Santarém, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), nesta quinta-feira, 8, na Comunidade Costa do Lago, região do Tapará. Segundo relatos de moradores, o animal foi encontrado desorientado à margem do rio.
Ao chegar ao local, a equipe da Semma localizou o filhote dentro de uma caixa d’água em uma residência da comunidade. A idade exata do animal não pôde ser identificada no momento do resgate. Após o recolhimento, o peixe-boi foi encaminhado para ficar sob os cuidados do ZooUnama, onde passou por avaliação técnica e receberá acompanhamento especializado.
De acordo com o biólogo e gestor do ZooUnama, Hipócrates Chalkidis, trata-se de um animal recém-nascido, que necessita de atenção intensiva. “É um animal que carece de cuidados e de atenção. Por ser um recém-nascido, ainda apresenta vestígios do cordão umbilical e possui ferimentos na parte ventral. Apesar disso, não foram observados sinais de desidratação”, explicou.
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Segundo Chalkidis, um aspecto positivo é que o filhote está se alimentando adequadamente. “É um animal que está mamando muito bem, o que nos tranquiliza bastante. Como teve pouco contato com a mãe, ele precisa de cuidados especiais. Nossa equipe já está trabalhando, o animal já está medicado e os próximos 90 dias serão cruciais para avaliarmos se ele conseguirá se adaptar ao ambiente”, afirmou. O gestor acrescentou que, em situações como essa, o acompanhamento costuma ser de longo prazo, podendo chegar a cinco ou seis anos sob cuidados especializados.
O chefe da fiscalização ambiental da Semma, Cláudio Santarém, destacou que a atuação rápida foi fundamental para garantir a segurança do animal. “O peixe-boi é uma espécie sensível, especialmente quando se trata de filhotes. Por isso, é essencial que a população acione imediatamente os órgãos ambientais e não tente resolver a situação por conta própria”, ressaltou.
A Semma reforça que, ao avistar um peixe-boi, a população não deve capturar, retirar da água ou manusear o animal, pois essas ações podem causar estresse, ferimentos graves ou até a morte.
As orientações corretas incluem manter distância segura, não tocar nem alimentar o peixe-boi, evitar aglomerações, barulho excessivo e a aproximação de embarcações, além de não retirar o animal do ambiente natural, mesmo que ele aparente estar fraco ou imóvel.
Em casos de avistamento, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos ambientais competentes, informando a localização exata, as condições do animal e se há riscos iminentes, como encalhe, presença de redes de pesca, ferimentos ou seca do lago.
Autor:
Divulgação Semma