A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), iniciou nesta quinta-feira (8), mais uma edição do estudo de balneabilidade das praias e lagos do município, com a realização das primeiras coletas de amostras de água nos principais pontos de recreação.
O monitoramento atende às diretrizes da Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece parâmetros físico-químicos e microbiológicos para avaliar a qualidade da água destinada ao contato recreativo, garantindo mais segurança para banhistas, moradores e turistas.
A importância dedo estudo foi reforçada também pelo cenário atual do turismo local. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), o número de visitantes nas praias de Santarém apresenta crescimento expressivo neste início de ano, com estimativas de aumento de 20% a 25% no fluxo de turistas durante o período de férias, especialmente nas praias de Alter do Chão, Ponta de Pedras, Carapanari e Maracanã.
As coletas estão sendo realizadas em 11 pontos estratégicos ao longo do Rio Tapajós, incluindo as praias de Maracanã, Pajuçara, Ponta de Pedras e diversos locais em Alter do Chão, como Igarapé do Macaco, Praia do Amor, escadaria, final da orla, Praia do Cajueiro, canal principal, Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e Praia do Muretá. A escolha dos pontos leva em consideração o fluxo de visitantes e a relevância ambiental de cada área.

De acordo com Gabriel Coelho, engenheiro ambiental da Semma que acompanha as coletas, o trabalho marca o início do monitoramento anual de 2026. “Hoje estamos iniciando a primeira coleta do ano de 2026 nas principais praias do nosso município, com coletas realizadas em 11 pontos. Essas análises visam verificar se as águas estão próprias para banho, garantindo a segurança da população e assegurando que estejam de acordo com o que estabelece a Resolução 274 do Conama sobre balneabilidade”, explicou.

Ele também destacou a continuidade do trabalho ao longo dos anos. “A Prefeitura de Santarém realiza há nove anos o monitoramento das principais praias do município, com a publicação de três boletins anuais, justamente para garantir que as águas estejam próprias para banho, tanto para os banhistas locais quanto para os turistas que frequentam a nossa região para recreação e lazer”, completou.
Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise laboratorial realizada pela empresa Amazon Hidro. Segundo Thiago Campos, engenheiro sanitarista ambiental responsável pela análise, são analisados especialmente micro-organismos que podem causar doenças. “Levamos as amostras da praia para o laboratório e verificamos a densidade de micro-organismos como os coliformes termotolerantes e a Escherichia coli. A E. coli é o organismo mais restritivo e representa maior risco à população. Uma criança, por exemplo, pode acabar ingerindo um pouco dessa água durante o banho. Por isso, avaliamos se existe algum risco e qual o potencial dessa água causar problemas à saúde da população”, destacou.

Após a conclusão das análises, os resultados são divulgados em boletins técnicos e publicados conforme o cronograma do estudo, orientando a população sobre as condições de uso das praias do município.
Autor:
Cibele Pixinine/ CCOM