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Semsa qualifica profissionais sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase
Foto: Agência Santarém
Saúde

Semsa qualifica profissionais sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase

Ainda nesse mês, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) serão abastecidas com testes de sensibilidade tátil, cartilhas e insumos para detecção da doença.

Katrine Bentes

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A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou na manhã desta sexta-feira, 31, no auditório da Unama, uma qualificação sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase. A ação teve como público-alvo os médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) e do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Em média, 80 pessoas participaram. Ainda nesse mês, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) serão abastecidas com testes de sensibilidade tátil, cartilhas e insumos para detecção da doença. 

O objetivo da ação foi atualizar e direcionar as equipes de saúde no manejo clínico e operacional, contribuir para redução de novos casos e da morbimortalidade, além de contribuir para o aumento da cura.

Profissionais de saúde participam de atualização sobre a hanseníase.

A coordenadora do Programa de Combate à Hanseníase, Tayane Matos, ressalta que as qualificações dos profissionais são essenciais. "As ações da esfera municipal contemplam diversas áreas de atuação, indo da prevenção, promoção, diagnóstico, assistência, tratamento e vigilância epidemiológica. Fortalecendo o enfrentamento dessas patologias, pautado nos princípios do SUS".

A enfermeira e gerente da UBS Interventoria, Eulália Ramos, parabeniza a organização do evento. “A Semsa está sempre atualizando os profissionais da saúde para que a população seja, também, beneficiada com a detecção e tratamento oportuno. Parabéns aos organizadores do evento“

Recentemente, a hanseníase entrou na cartilha de doenças tratadas pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A enfermeira do centro, Janecely Rego, pontua que a capacitação afeta diretamente na qualidade do atendimento. 

"Nós, profissionais da saúde, precisamos estar em constante atualização dos conhecimentos para levar um atendimento de qualidade aos nossos usuários".

Durante a qualificação, o palestrante, Dr. Karlisson Cunha, alertou para os índices elevados da doença no Pará. “Os casos de hanseníase no Pará são alarmantes. Por isso é tão importante trabalharmos na prevenção da doença, atualizar os profissionais da rede pública. A detecção precoce da doença é de suma importância, pois quanto mais cedo for o diagnóstico melhor, porque o tratamento cura a doença, interrompe a transmissão e previne as sequelas. O  tratamento é gratuito e fornecido pelo SUS". 

O médico Karlisson Cunha, palestrante da capacitação, alertou para os índices elevados da doença no Pará.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Pará notificou o maior número de casos em 2022 da região Norte. O estado registrou 1.329 casos gerais da doença e 67 ocorrências em pacientes menores de 15 anos. 

Casos de Hanseníase em Santarém

Segundo relatório do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a Semsa monitora 180 casos de hanseníase. Confira  as notificações nos últimos cinco anos

• 2018: 40 casos
• 2019: 49 casos
• 2020: 23 casos
• 2021: 37 casos 

• 2022: 31 casos

Hanseníase - A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta primariamente a pele e os nervos. Ao iniciar o tratamento, o paciente não transmite mais a doença. É muito importante procurar um serviço de saúde quando há sintomas e espalhar essas informações para que todos saibam se cuidar.

Alguns sinais e sintomas

• Manchas (esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas) na pele com mudanças na sensibilidade dolorosa, térmica e tátil.
• Sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos dos membros.
• Perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração.
• Inchaço e dor nas mãos, pés e articulações.
• Dor e espessamento nos nervos periféricos.
• Redução da força muscular, sobretudo nas mãos e pés.
• Caroços no corpo.
• Pele seca.
• Olhos ressecados.
• Feridas, sangramento e ressecamento no nariz.
• Febre e mal-estar geral

Tratamento - É feito por meio de comprimidos que são fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde. Devem ser tomados diariamente até o término do tratamento, isso é muito importante para alcançar a cura. Se a hanseníase não for tratada, pode causar lesões severas e irreversíveis. O tratamento cura a doença, interrompe sua transmissão e previne incapacidades físicas. Quanto mais cedo for iniciado, menores são as chances de agravamento da doença.

Créditos da publicação

Editor(a)

Samuel Alvarenga

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.