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Fábrica de chocolate na comunidade Santa Maria impulsiona emprego, renda e turismo em Santarém
Foto: Rony Aires
Turismo

Fábrica de chocolate na comunidade Santa Maria impulsiona emprego, renda e turismo em Santarém

Amazoniere transforma ingredientes da floresta em bombons de cupuaçu, castanha, açaí e brigadeiro, além de brownies, jujubas, biscoitos e outros sabores regionais que ganham espaço nos pontos turísticos e no mercado nacional.

Katrine Bentes

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Localizada na comunidade Santa Maria, região do Eixo Forte, a cerca de 12 km do centro de Santarém, a fábrica de chocolates Amazoniere é um exemplo de como o empreendedorismo local pode movimentar a economia, gerar empregos e fortalecer o turismo na região. Com produção artesanal e uso de ingredientes típicos da Amazônia, a marca já alcança mercados fora do Estado do Pará e tem seus produtos disponíveis em locais estratégicos da cidade, como o Centro de Artesanato do Tapajós - Cristo Rei, o Rio Tapajós Shopping e o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca.

A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), visitou a fábrica com o objetivo de valorizar iniciativas que integram o turismo sustentável e a economia criativa, setor que cresce junto ao aumento do interesse por experiências autênticas na região amazônica.

 

 

“Essa fábrica gera renda para o município e está muito ligada ao turismo, porque seus produtos estão nos principais atrativos da cidade. O Pará é o maior produtor de chocolate do Brasil e, mesmo sem cultivar cacau, Santarém mostra sua força com a Amazoniere, que une produção local e identidade amazônica”, destacou o secretário municipal de Turismo, Emanuel Julio Leite.

 

 

Fundada por Aládia Araújo, a Amazoniere oferece quatro sabores de bombons — cupuaçu, castanha, açaí e brigadeiro — além de brownies, gotas de cupuaçu, jujubas, biscoitos de castanha e o tradicional Monteiro Lopes.

A produção privilegia o uso de ingredientes comprados diretamente de comunidades da região. A polpa de cupuaçu, por exemplo, é adquirida de produtores de Boté e Monte Alegre. Já a castanha-do-pará, atualmente mais escassa por causa da seca, vem de fornecedores de Óbidos e Belterra.

“O plantador que tem seus pés de cupuaçu sabe que tem pra quem vender. Isso garante a preservação das árvores e gera renda. A maioria das pessoas que trabalha comigo mora aqui mesmo na comunidade”, explica Aládia.

 

Geração de renda e protagonismo local

Além de impulsionar a economia, a Amazoniere gera impacto social direto. A empresa começou com Aládia e Silvia Lobato, que hoje é chefe de produção e mora na comunidade Santa Maria. Atualmente, são 10 funcionários na produção e outros 6 no quiosque, todos moradores locais.

 

 

“Eu trabalho aqui há nove anos. É mais tranquilo do que ter que sair pra trabalhar longe. A gente tem um bom ambiente, e todo mundo é da comunidade Santa Maria. Me sinto honrada de fazer parte dessa história”, afirma Silvia, que antes trabalhava como doméstica e aprendeu na fábrica a fazer bombons, jujubas e outros doces da Amazônia.

 

Expansão além do Pará

Os produtos da Amazoniere já são comercializados em cidades como Manaus, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de municípios do interior do Pará. A meta para o próximo ano é dobrar as vendas no atacado e expandir para novos estados. A empresa também estuda novas linhas de produtos com ingredientes da região para diversificar ainda mais seu portfólio.

Créditos da publicação

Editor(a)

Júlio César Antunes

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.