Cuidar de um bebê prematuro vai muito além dos primeiros dias de vida: exige acompanhamento, orientação e acolhimento contínuos. Com esse propósito, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou, na sexta-feira (7), uma oficina sobre o Método Canguru destinada a médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) que atuam nas regiões do Planalto e de Rios. A atividade, realizada na Fametro, integrou a programação do Agosto Dourado e combinou conhecimentos teóricos e atividades práticas para fortalecer a assistência aos recém-nascidos prematuros e suas famílias.
A capacitação foi ministrada pelas enfermeiras Diany Martins Rabelo e Oldaisa Ribeiro Alves e pelas médicas Mirla Rego Ribeiro e Valquíria Rosa dos Santos Furtado. A iniciativa foi coordenada pela Referência Técnica em Saúde da Criança da Semsa, Daniela Bernardes, e teve como objetivo ampliar a preparação dos profissionais para o acompanhamento de bebês prematuros na Atenção Primária, fortalecendo a continuidade do cuidado após a alta hospitalar.

Durante a oficina, os participantes conheceram os fundamentos do Método Canguru e suas diferentes etapas, com destaque para a terceira, desenvolvida na Atenção Primária à Saúde. Após a abordagem teórica, apresentada com apoio de material audiovisual, os profissionais participaram de atividades práticas organizadas em estações.
Entre as atividades realizadas estiveram a confecção do “ninho”, técnica utilizada para proporcionar conforto e segurança ao recém-nascido, e a demonstração da posição Canguru, que estimula o contato pele a pele entre o bebê e seus familiares. Também foram abordados aspectos relacionados à alimentação e ao acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do prematuro, incluindo orientações sobre a idade corrigida.


“Essa oficina foi pensada para fortalecer o conhecimento dos profissionais da Atenção Primária sobre o Método Canguru, especialmente no acompanhamento dos bebês prematuros. Além da parte teórica, buscamos trazer atividades práticas, para que eles possam vivenciar e aprender técnicas que poderão ser utilizadas no dia a dia dos serviços, como a posição Canguru, a confecção do ninho e os cuidados relacionados à alimentação. É muito importante que esses profissionais estejam preparados para orientar as famílias e garantir um acompanhamento humanizado e adequado ao bebê prematuro também na Atenção Primária”, destacou a enfermeira Oldaisa Alves.

A oficina também reforçou a importância da integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde para garantir que o cuidado ao bebê prematuro tenha continuidade após a saída da maternidade. Na Atenção Primária, as equipes têm papel fundamental no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, no apoio às famílias e na promoção do aleitamento materno.


“Esse acompanhamento precisa continuar após a alta hospitalar. A Atenção Primária está mais próxima das famílias e tem um papel essencial nesse processo, acompanhando o crescimento e o desenvolvimento do bebê, apoiando o aleitamento materno e orientando os responsáveis sobre os cuidados necessários. Fortalecer o conhecimento das nossas equipes é também fortalecer a rede de cuidado e garantir uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada aos bebês prematuros”, pontuou Daniela Bernardes.
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