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Ministério da Saúde realiza estudo sobre alimentação e nutrição infantil em Santarém
Foto: Divulgação
Saúde

Ministério da Saúde realiza estudo sobre alimentação e nutrição infantil em Santarém

As visitas domiciliares começaram na segunda-feira, 3, e continuarão até outubro, podendo ser prorrogadas conforme a adesão.

Katrine Bentes

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Santarém está entre as sete cidades do Pará escolhidas para o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2024), promovido pelo Ministério da Saúde. A pesquisa, iniciada em 3 de junho e com término previsto para o mês de outubro, tem como público-alvo famílias com crianças de até 6 anos, será realizada por meio de visitas domiciliares. O objetivo é avaliar práticas de aleitamento materno, hábitos alimentares, estado nutricional antropométrico e deficiência de vitaminas e minerais.

 

Os entrevistadores, identificados por camiseta e crachá, realizarão três atividades principais:

 

1. Entrevista com mães ou cuidadores sobre amamentação e alimentos consumidos no dia anterior, para avaliar o aleitamento materno e o consumo alimentar.

2. Medição de peso e altura/comprimento das mães biológicas, crianças e bebês, para classificação do estado nutricional conforme os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

3. Agendamento de uma segunda visita domiciliar para coleta de sangue de mães e crianças maiores de seis meses. Serão realizados hemograma completo e análise de marcadores de deficiência de vitaminas e minerais.

 

 

Se necessário, as famílias serão encaminhadas ao posto de saúde para acompanhamento. As amostras biológicas comporão um biorrepositório para análises complementares futuras.

 

Além de Santarém, a pesquisa será realizada em Belém, Ananindeua, Cametá, Castanhal, Marabá e Parauapebas. No Pará, o ENANI-2024 visitará 980 famílias com crianças de até 6 anos.

 

A iniciativa está sendo conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenada em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Goiás (UFG). A pesquisa do Ministério da Saúde visitará 15 mil famílias em todo o Brasil.

 

O coordenador nacional do ENANI-2024, Gilberto Kac, explica que crianças de até seis anos são mais suscetíveis às deficiências nutricionais, especialmente em relação ao crescimento linear e a micronutrientes essenciais, como ferro, vitamina A e zinco.

 

"O ENANI-2019 mostrou que, naquela época, metade das famílias brasileiras com crianças na faixa etária do estudo vivia em insegurança alimentar. A pesquisa também revelou que 80% das crianças brasileiras menores de cinco anos já consumiam alimentos ultraprocessados e que 10% dos pequenos — e metade de suas mães — estavam acima do peso. Agora, vamos atualizar e aprofundar esse quadro”, adianta Kac, que é professor titular da UFRJ.

 

Kac destaca que a perda de renda e a redução no acesso a serviços de saúde durante a pandemia afetaram diretamente a nutrição infantil, criando vulnerabilidades imediatas e riscos a médio e longo prazo.

 

"Conhecer esse cenário nos permitirá apoiar o redirecionamento de políticas públicas. Além de contribuir com a orientação de ações em nível nacional, o estudo fornecerá evidências que, somadas às produzidas em outros países, serão úteis para compreender os impactos da pandemia globalmente”, afirma.

Créditos da publicação

Editor(a)

Samuel Alvarenga

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.