A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), realizou nesta quinta-feira (8), visitas técnicas à Escola do Parque e à Escola da Floresta, como parte das atividades do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela construção do projeto municipal de educação patrimonial. A iniciativa permitiu conhecer as práticas de educação ambiental desenvolvidas nos dois espaços e discutir como essas experiências podem contribuir para ações de valorização e preservação do patrimônio cultural e natural do município.
A visita contou com representantes das secretarias municipais de Cultura (Semc), Educação (Semed), Urbanismo e Serviços Públicos (Semurb) e Meio Ambiente (Semma), além da participação de integrantes do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Santarém.
Durante o percurso, o grupo conheceu atividades e abordagens educativas desenvolvidas nas escolas, observando as possibilidades de aproximação entre educação ambiental e educação patrimonial. Os dois campos estão relacionados, uma vez que o território, a natureza, a memória e os modos de vida das comunidades fazem parte da compreensão e da valorização do patrimônio.

Na Escola da Floresta, um dos pontos discutidos foi a presença de duas tipologias de construções cobertas com palha. A observação abriu espaço para refletir sobre a importância de reconhecer os conhecimentos tradicionais da Amazônia e os valores culturais, históricos e técnicos presentes nessas formas de construir.
“Essa reflexão importante foi apresentada pela Semurb sobre duas tipologias de construções cobertas com palha existentes no local, pensando na importância de reconhecer e valorizar os saberes construtivos tradicionais da Amazônia. Essas arquiteturas possuem valores culturais, históricos e técnicos tão significativos quanto os das edificações de influência europeia”, destacou Cecy Sussuarana, presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Santarém.

Para o coordenador da Divisão de Eventos da Semc, Francisco Vera Paz, conhecer as iniciativas já desenvolvidas pelas instituições é uma etapa importante para a elaboração do projeto municipal, considerando as particularidades do território e as experiências que podem ser integradas às ações de educação patrimonial.
“Esse projeto precisa compreender o trabalho que já vem sendo desenvolvido pelas instituições envolvidas. Na nossa realidade, a educação patrimonial está muito ligada à questão ambiental, tanto pelo reconhecimento do patrimônio natural quanto pelas abordagens sobre patrimônios tombados. É importante conhecer essas experiências e pensar em como elas podem contribuir para fortalecer a educação patrimonial no município”, ressaltou.

As visitas integram o processo de construção coletiva do projeto municipal de educação patrimonial, que busca aproximar diferentes áreas da gestão pública e reconhecer as experiências já existentes no município. A proposta é ampliar o diálogo entre as instituições e contribuir para que o conhecimento sobre o patrimônio de Santarém esteja presente nas práticas educativas, considerando a relação entre cultura, ambiente e território.