A proposta foi aproveitar o caráter lúdico das atividades para criar oportunidades de aprendizado e convivência. Durante a visita, as crianças conheceram a biblioteca como um espaço que também pode ser explorado por meio de experiências coletivas, da oralidade, do movimento e da imaginação. A programação começou com a apresentação do grupo de capoeira Herança de Sangue, do bairro Salvação, e seguiu com contação de histórias, brincadeiras de perguntas e respostas e mímicas.


Para Mayra Pires, coordenadora da Biblioteca Municipal, a participação dos estudantes nas atividades mostrou como a ludicidade pode favorecer o envolvimento das crianças com o espaço cultural. Segundo ela, a programação foi pensada para que os alunos pudessem interagir, se divertir e participar ativamente de cada momento.
“A gente percebeu que as crianças gostaram bastante da contação de histórias e participaram de todas as atividades. Foi uma manhã muito animada, com bastante interação. A ideia é proporcionar essas experiências e fazer com que elas se sintam acolhidas na biblioteca”, destacou Mayra.

As atividades também foram pensadas a partir da relação entre educação, leitura e patrimônio cultural. Para Newton Magno, chefe da Divisão de Patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), ocupar os equipamentos culturais com propostas pedagógicas ajuda a ampliar as formas pelas quais as crianças se relacionam com o conhecimento.
“Não se trata apenas de ocupar esses espaços, mas de pensar pedagogicamente o que acontece neles. Quando trabalhamos com a contação de histórias, as cantigas de roda, a capoeira e as brincadeiras, estimulamos diferentes formas de leitura: a escrita, a visual, a oral e também a leitura do próprio corpo. São vivências que contribuem para a formação das crianças e para a construção de novos públicos leitores”, explicou Newton.

A reflexão também envolve a maneira como as crianças conhecem e vivenciam a cultura desde os primeiros anos escolares. Ao entrar em contato com manifestações populares e participar de atividades coletivas, elas têm a oportunidade de desenvolver a imaginação, a expressão, a escuta e a convivência, além de reconhecer práticas culturais que fazem parte da vida em comunidade.
A gincana encerrou as atividades recreativas com desafios e brincadeiras em grupo. A turma vencedora recebeu um kit de livros infantis, e todas as crianças ganharam lembranças em alusão ao Dia das Crianças. A manhã terminou com um lanche compartilhado entre os participantes.


Essa atividade é importante porque complementa o que trabalhamos em sala de aula e ajuda a fixar o aprendizado. Quando os alunos conhecem de perto o funcionamento da biblioteca, entendem melhor a importância da leitura e têm contato com outras culturas, como a capoeira, conseguem relacionar a teoria à prática. Isso torna o conhecimento mais significativo, estimula a participação e dá mais segurança para que expressem o que aprenderam. São experiências que eles levam para além da escola, compartilhando também com a família o que descobriram”, destacou Geovania do Nascimento, professora da turma.
A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc) e da Biblioteca Municipal Paulo Rodrigues dos Santos, voltadas à aproximação da população com os equipamentos culturais do município. A proposta é fazer desses espaços ambientes de convivência e aprendizado, nos quais o contato com os livros se soma a outras experiências capazes de despertar o interesse pela leitura, pela cultura popular e pelo patrimônio desde a infância.


