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Queimadas acendem alerta para os cuidados com a saúde em Santarém
Foto: Agência Santarém
Saúde

Queimadas acendem alerta para os cuidados com a saúde em Santarém

Município decretou situação de emergência ambiental e intensifica ações de enfrentamento às queimadas. Médico de família orienta sobre cuidados para proteger a saúde da população.

Rejane Ferreira

Publicado em

Atualizado

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O período de estiagem e o aumento das queimadas em Santarém acendem um alerta para os cuidados com a saúde da população. Além dos impactos ambientais, a fumaça liberada pelos incêndios contém partículas e gases que podem comprometer a qualidade do ar e provocar problemas respiratórios, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.

A exposição à fumaça pode causar sintomas como tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, coriza, dor de cabeça e dificuldade para respirar. Em pessoas que já apresentam doenças como asma, bronquite e outras condições respiratórias, o contato com a poluição pode agravar os sintomas e desencadear crises. 

Diante do agravamento da situação, a Prefeitura de Santarém decretou emergência ambiental e proibiu o uso do fogo pelo período de 180 dias, por meio do Decreto nº 792/2026. O município também vem articulando ações com órgãos estaduais e federais para intensificar a fiscalização, o monitoramento e o enfrentamento às queimadas, além de divulgar boletins sobre a qualidade do ar para orientar a população.

O médico da família, Dr. Karlisson Cunha, alerta que a prevenção deve fazer parte da rotina da população durante esse período. Segundo ele, é importante evitar a exposição à fumaça, reduzir as atividades físicas ao ar livre em locais com presença de fumaça ou fuligem e manter uma boa hidratação.

“Beber bastante água é importante para proteger as vias aéreas do ressecamento, especialmente diante das condições de calor e baixa umidade”, orienta o médico.

Quando a concentração de fumaça estiver elevada, algumas medidas podem ajudar a diminuir a exposição aos poluentes. Entre as recomendações estão manter portas e janelas fechadas, evitar o uso de cigarros e outras fontes de fumaça dentro dos ambientes e, quando possível, utilizar purificadores de ar. O uso de umidificadores também pode ser considerado em ambientes com clima muito seco, desde que sejam mantidos limpos e utilizados adequadamente.

Outra medida importante é o uso de máscaras de proteção. De acordo com o Dr. Karlisson Cunha, os modelos N95 oferecem maior proteção contra as partículas presentes na fumaça.

“Se for necessário sair de casa em dias com muita fumaça, o ideal é priorizar máscaras N95, principalmente para pessoas idosas e aquelas que apresentam problemas pulmonares, como asma e bronquite. As máscaras de pano oferecem menor proteção”, explica.

O médico também recomenda atenção especial às pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas precisam redobrar os cuidados, pois a exposição à fumaça pode agravar o quadro clínico em poucas horas.

Quando procurar atendimento médico?

A população deve ficar atenta aos sinais apresentados pelo organismo após a exposição à fumaça. Embora sintomas como tosse, irritação nos olhos e dor de garganta sejam frequentes, algumas manifestações exigem maior atenção.

O Dr. Karlisson Cunha destaca que alguns sinais exigem atendimento médico imediato.

“A falta de ar intensa, a respiração acelerada, a queda do estado geral e a dor no peito são sinais de alerta e precisam de avaliação médica imediata”, reforça.

Em caso de sintomas leves, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. Diante de falta de ar intensa, dor no peito ou agravamento importante do estado de saúde, é necessário procurar imediatamente um serviço de urgência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192.

Monitoramento e prevenção

Em Santarém, o acompanhamento da situação das queimadas e da qualidade do ar também integra as ações de prevenção e proteção da população. A Prefeitura de Santarém e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) estabeleceram uma parceria para o monitoramento da qualidade do ar no município, com divulgação de boletins diários e avaliações semanais.

A iniciativa envolve a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e o Laboratório de Agrometeorologia com Modelagem da Bioeconomia e Diagnóstico Ambiental (Lambda), da Ufopa, ampliando o acesso da população a informações sobre a presença de poluentes atmosféricos.

A Prefeitura reforça a importância de a população acompanhar os comunicados dos órgãos oficiais e adotar medidas preventivas para reduzir os riscos à saúde durante o período de queimadas.

Créditos da publicação

Editor(a)

Jéssica Luz

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.