O Sairé, realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, ampliou as ações de acessibilidade para que diferentes públicos pudessem aproveitar a programação. Durante todos os dias de festa, o evento contou com um espaço destinado às pessoas com deficiência (PCD), preparado para atender diferentes necessidades e garantir condições adequadas para acompanhar as apresentações e celebrar a cultura de Alter do Chão.

Além da estrutura da área PCD, a programação contou com intérpretes de Libras em todos os shows, ampliando o acesso às apresentações e permitindo que pessoas surdas também acompanhassem a música, as falas e os momentos que fizeram parte da festa.

As medidas reforçam a importância de pensar o Sairé como uma celebração para todos. Em meio às cores, às tradições e às apresentações que movimentam Alter do Chão, a acessibilidade esteve presente para aproximar diferentes públicos da experiência, garantindo inclusão.
“Pelo segundo ano, a gestão está com essa prioridade em grandes eventos da Prefeitura. Entendemos que é um direito da pessoa com deficiência acessar os espaços e experienciar tudo de forma completa e em espaços de acolhimento”, destacou a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro.
Além da estrutura disponibilizada, a proposta foi garantir que cada pessoa com deficiência pudesse encontrar seu espaço na festa, participar e viver os shows e o Festival dos Botos de maneira plena, respeitando suas necessidades e especificidades.
“A gente percebeu que a estrutura para PCD comportou muitas pessoas e nos deu a possibilidade de acompanhar as apresentações de forma integral. A gente também entende que quanto mais proporcionarmos acessibilidade, mais pessoas, em sua diversidade, podem prestigiar”, destacou Rony Castro, consultor de acessibilidade.

A música também chega por meio da Libras
A interpretação em Libras vai além da tradução literal das palavras. Durante as músicas, o intérprete utiliza movimentos, expressões faciais e corporais e diferentes recursos visuais para transmitir sentimentos, ritmos e sentidos presentes em cada canção. É um trabalho que exige atenção e cuidado com a mensagem apresentada, para que o público surdo possa compreender não apenas o que é cantado, mas também a emoção e a intenção de cada momento do espetáculo.

“É a primeira vez que eu tô vindo para o Sairé e a experiência está sendo ótima. Com os intérpretes de Libras, é muito emocionante você poder acompanhar tudo que está acontecendo, de forma plena”, destacou Michael Anderson Canto dos Santos, que participou do evento.
A ampliação da acessibilidade reforça a importância de manter e aperfeiçoar essas medidas nas próximas edições do Sairé. “O diferencial deste Sairé foi pensar nas diferentes realidades dentro do evento, bem de frente para o palco. É importante pensar e cuidar dessas pessoas, então tudo se tornou acessível para a comunidade, é uma preocupação para que essas políticas se mantenham dentro do Sairé e possam melhorar cada vez mais”, destacou Carina da Silva, intérprete de Libras.