A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), realizou nesta segunda-feira (19) uma reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA), que teve como pauta principal os focos de queimadas no município. O encontro ocorreu em meio ao período de estiagem, marcado pelo aumento dos riscos de propagação do fogo e fumaça na cidade, cenário que reforça a necessidade de articulação entre os órgãos públicos e as instituições que atuam na proteção ambiental. O município está em situação de emergência, declarada pela Prefeitura por meio do Decreto nº 774/2026.
Durante a reunião, os conselheiros discutiram estratégias de prevenção, monitoramento e enfrentamento das queimadas, além dos impactos desses eventos sobre o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

A Semma apresentou a proposta de adesão ao 3º ciclo do programa “União com Municípios – Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais”, encaminhado pelo Ministério do Meio Ambiente à Prefeitura de Santarém. A apresentação detalhou os objetivos e os ciclos do programa, que busca fortalecer o enfrentamento ao desmatamento e aos incêndios florestais por meio da articulação entre os governos federal, estadual e municipal. Conforme esclarecido, a adesão está prevista para 2026, enquanto a implementação das ações deverá ocorrer a partir de 2027.
“Este é um momento importante para reunirmos diferentes instituições e discutirmos caminhos para enfrentar os desafios provocados pelas queimadas em Santarém. A fumaça que atinge a população evidencia que os impactos vão além das questões ambientais, afetando diretamente a saúde e a rotina das pessoas”, destacou Vânia Portela, Secretária Municipal de meio ambiente.

A programação da reunião contou ainda com apresentação expositiva dos dados sobre monitoramento dos focos de fogo e informações sobre decretos estaduais relacionados à temática.
Conselho Municipal de Meio Ambiente
Com composição paritária entre o poder público e a sociedade civil, o Conselho é formado por 22 membros, entre titulares e suplentes, sendo 12 representantes de órgãos governamentais e 10 representantes de instituições e segmentos comunitários. Os conselheiros têm mandato de dois anos.
