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Prefeitura de Santarém e demais órgãos definem estratégias para evitar casos da Doença de Haff
Foto: Luan Rodrigues/Ccom
Agricultura e Pesca

Prefeitura de Santarém e demais órgãos definem estratégias para evitar casos da Doença de Haff

Um grupo de trabalho será criado para discutir, orientar e fiscalizar as feiras e mercados que comercializam o pescado no município

Luan Rodrigues

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Atualizado

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Estratégias para evitar casos da Doença de Haff em Santarém, popularmente conhecida como ‘Doença da Urina Preta’, foram discutidas durante reunião nesta sexta-feira (10), entre as Secretarias Municipais de Agricultura e Pesca (Semap), Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Tecnologia (Semdec), Vigilância Sanitária e demais órgãos ligados ao setor pesqueiro. Um grupo de trabalho será criado para discutir, orientar e fiscalizar as feiras e mercados que comercializam o pescado no município. O encontro ocorreu nas dependências da Semap.

Presentes no ato, a Colônia de Pescadores Z-20 e vendedores de pescado foram orientados a respeito da doença e quais as medidas de precaução que devem ser executadas para evitar a contaminação das pessoas. Eles foram orientados ainda sobre a correta forma de acondicionamento do pescado, já que a produção da toxina ocorre pela má execução desse processo.

De acordo com o titular da Semap, Bruno Costa, em relação às fiscalizações nas feiras e mercados, neste primeiro momento, a ação pretende sensibilizar e conscientizar a população, especialmente os vendedores de peixe, sobre os cuidados necessários com a manipulação do alimento.

“Criamos esse grupo de trabalho com mais de quinze órgãos ligados ao assunto com o objetivo de discutir medidas preventivas que serão adotadas em relação a essa doença. Queremos deixar claro e tranquilizar a população que até o momento não há nenhum caso confirmado em Santarém. Estamos articulando junto a entidades de pesquisas amostras que possam comprovar a eficácia das espécies do pescado em nossa região, desde a captura até a venda ao consumidor”, relatou.

Segundo Marcelino Xavier, chefe do Núcleo Técnico de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, as espécies de peixes mais vulneráveis à toxina são tambaqui, pacu e pirapitinga. Por outro lado, ainda não há nenhuma restrição de venda dessas espécies no município.

“Até o momento, não tem restrição de venda dessas três espécies em Santarém. Queremos deixar claro que o intuito é orientar de forma pedagógica a classe pesqueira, não trazendo pânico, mas fazendo um alerta para evitarmos essa doença em Santarém”, explicou.

 Além da Semap, Semdec, Vigilância Sanitária e Colônia de Pescadores Z-20, estiveram presentes ainda representantes da: Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará); Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema); Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Baixo Amazonas (Mopebam) e demais órgãos ligados ao assunto.

Créditos da publicação

Editor(a)

Alailson Muniz

Assessoria de Comunicação

Para informações sobre esta publicação, entre em contato pelo e-mail ascom@santarem.pa.gov.br.